Parece encantador pensar em ser livre como um pássaro, não é mesmo?
Quantos de nós já não tivemos uma imensa vontade de sair “voando” por aí, vendo-nos livres das responsabilidades, das dificuldades, daquilo que nos aflige, daquela prova que não queremos fazer, daquela decisão que não queremos tomar ou, simplesmente, ser livre para não seguir regras de casa, dos pais, da sociedade.
Mas será que tudo é permitido? Nossa referência é da liberdade enquanto poder, ou seja, daquele desejo de ultrapassar limites e nesse sentido, quanto menos limites, restrições e regras, tanto maior é sensação de liberdade sentida pela pessoa. Porém, isso é uma visão distorcida do verdadeiro ser livre. Esta passagem bíblica nos traz esta recordação: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).
Não é possível negar uma realidade que sempre impõe regras a serem respeitadas e delas dependem a convivência saudável de uma comunidade. Assumir suas escolhas, analisar as possibilidades e observar os caminhos disponíveis de forma consciente são atos de liberdade; de liberdade responsável, especialmente, quando, de fato, tomamos um posicionamento definido.
O não escolher já é uma escolha. Porém, as escolhas podem ser mais ou menos conscientes. Quando ela não é clara para o homem, quando os motivos não estão explicitados, a escolha transforma-se em condenação – pois de qualquer maneira haverá uma escolha.
Liberdade é própria do homem; quando podemos ser livres nessas escolhas nos colocamos em papel de responsáveis pelos atos e pelas consequências destes. Fugindo e deixando que os outros pensem por nós, decidam por nós, ou ainda que atribuamos a responsabilidade para o outro, isso também é um ato livre, mas, talvez, não o mais consciente.
Ser livre é assumir responsabilidade por cada momento de seu viver, cuidando de suas escolhas da maneira mais autêntica possível, encarando os desafios e a angústia de estar lançado em um mundo que não oferece nenhum tipo de garantia de sucesso ou felicidade. Essas conquistas irão depender da maneira como cada um constrói seu caminho para a realização de seus projetos e como cada um de nós assume o projeto de liberdade responsável em nossas vidas, conduzindo nossa existência, porque ”Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”.
Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas
16/06/2010 - 08h11
Este Blog foi criado com o objetivo de divulgar a Legião de Maria pela Internet. A Legião de Maria é um movimento muito bonito que há na Igreja Católica, pois Evangelizamos as pessoas através das visitas domiciliares.
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- Paróquia de São Pedro e São Paulo
- Catecismo da Igreja Católica (Vaticano)
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
A profecia do Amor
A profecia do amor sempre irá nos desafiar, uma palavra que vai realmente nos incomodar. Por isso, é importante estar de ouvidos atentos. Mas o coração que está preso aos seus limites não consegue perceber a salvação prometida por Deus. O Senhor é aquele que dá sentido a tudo, é ungido por excelência, porque o tempo de graça chegou até nós. Esta salvação não se limita aos critérios pobres e estreitos reservados apenas para aquele tempo e para aquelas pessoas. É necessária a pobreza do coração para assumir a verdade que nos desinstala do nosso egocentrismo. Aquilo que é o principal na minha vida eu sempre irei disponibilizar tempo, porque é justamente esta dedicação que vai determinar aquilo que vou me tornando.
Será que o seu coração se abre para amar de todo coração a Deus e se entregar com caridade?
Um coração que só quer as provas extraordinárias é um coração que não irá crer nunca.
Nós precisamos aprofundar e ampliar a nossa visão da vida porque Jesus nos oferece a oportunidade para isso. Um amor seletivo é sempre pobre, estreito, restrito. Todas as vezes em que nós tomamos a decisão de ficar fechados em nós, negamos os dons do Senhor.
O coração preconceituoso sempre vai ficar revoltado e rejeitar a verdade do amor. Quantas vezes a verdade lhe foi dita e você a rejeitou? Entenda que quando nós rejeitamos o amor não conseguimos ser felizes. E dessa forma, não conseguimos abraçar aquilo que é mais belo e digno de uma pessoa. A reação negativa diante dos fatos verdadeiros não é uma escuta que se contenta; é uma escuta que se revolta porque justamente não quer uma mudança. Jesus sempre vai insistir conosco. Para quem tem ouvidos para ouvir a verdade proclamada, esta profecia acontece.
Qual tem sido a sua reação diante da verdade que lhe é proclamada? Avalie-se. A sua capacidade de amar e de acolher está nula? Como está o seu coração? Faça uma revisão de vida neste dia.
Amar é ir ao encontro. A experiência do verdadeiro amor acontece quando nós damos o passo de fazer o que o samaritano fez. Chegar perto, parar a nossa viagem, derramar o azeite, o vinho, dar de nós mesmos, como o Bom Smaritano. Quem não chega perto vai sempre rejeitar o ferido e amar simplesmente aquele que acha que é são, mas que também tem deficiências. Quem não adora a Deus de todo o coração não consegue amar o próximo como a si mesmo. Ame a Deus de todo o coração!
É preciso ouvir a Palavra de Deus e amá-la de uma forma que eu possa acolhê-la verdadeiramente. O amor sempre vai falar e vai incomodar. Um acolhimento que é interesseiro sempre deseja manipular o Senhor. Lute para não ser este interesseiro dentro da sua casa e com as pessoas com as quais você convive. Porque a todo o momento esta opção egoísta nos é oferecida. É preciso ouvir a Palavra de Deus com amor, assim você sempre contemplará as verdades do seu coração.
Respire este ar puro do seu estado de vida, da sua consagração, da sua vocação... Quando nós perdemos o foco, ficamos endurecidos. Em tudo que você fizer se não houver caridade, não valerá de nada. Só existe sentido de caridade quando realizamos algo em Deus. Se Ele não for o primeiro na sua vida, você não irá saber o que é belo e o que é bom nela. Sem o Altíssimo nem o que é belo saberemos administrar. Nós fomos feitos para seguir o caminho, cujo modelo perfeito é Jesus.
Você não pode tudo, é por isso que a Palavra de Deus nos ensina o que é realidade. Sem caridade você não é nada. Você ama produzindo liberdade? O amor não vive para si mesmo. A caridade só pode guardar em si aquilo que é belo; aquilo que é santo. O perdão nos torna livres. A caridade não guarda rancor. Ela nunca estabelecerá união com as trevas, ela não quer modelar o outro.
Está faltando amor verdadeiro em nosso meio. Despertem porque está faltando o essencial, uma vida sem o essencial deixa de ser profecia. Eu só terei condições de enfrentar o mundo lá fora se tiver os elementos da fé para me amparar. Somente o amor pode colocar em ordem e harmonizar o seu interno para que você seja capaz de enfrentar as coisas externas. Você precisa deixar-se amar para amar. Deus conhece você, Ele o escolheu.
É preciso viver a entrega na promessa de Deus, senão vou viver tremendo diante dos combates da vida. É preciso acreditar. Não tema, pois o Senhor está com você. Confie n'Ele! Deus não envia ninguém para a derrota e, sim, para a vitória. Mas a forma como eu parto para a guerra também influencia nessa vitória.
Artigo produzido a partir da pregação em janeiro de 2010
Padre Eliano Luiz Gonçalves, SJS
Fraternidade Jesus Salvador
17/06/2010 - 08h00
Será que o seu coração se abre para amar de todo coração a Deus e se entregar com caridade?
Um coração que só quer as provas extraordinárias é um coração que não irá crer nunca.
Nós precisamos aprofundar e ampliar a nossa visão da vida porque Jesus nos oferece a oportunidade para isso. Um amor seletivo é sempre pobre, estreito, restrito. Todas as vezes em que nós tomamos a decisão de ficar fechados em nós, negamos os dons do Senhor.
O coração preconceituoso sempre vai ficar revoltado e rejeitar a verdade do amor. Quantas vezes a verdade lhe foi dita e você a rejeitou? Entenda que quando nós rejeitamos o amor não conseguimos ser felizes. E dessa forma, não conseguimos abraçar aquilo que é mais belo e digno de uma pessoa. A reação negativa diante dos fatos verdadeiros não é uma escuta que se contenta; é uma escuta que se revolta porque justamente não quer uma mudança. Jesus sempre vai insistir conosco. Para quem tem ouvidos para ouvir a verdade proclamada, esta profecia acontece.
Qual tem sido a sua reação diante da verdade que lhe é proclamada? Avalie-se. A sua capacidade de amar e de acolher está nula? Como está o seu coração? Faça uma revisão de vida neste dia.
Amar é ir ao encontro. A experiência do verdadeiro amor acontece quando nós damos o passo de fazer o que o samaritano fez. Chegar perto, parar a nossa viagem, derramar o azeite, o vinho, dar de nós mesmos, como o Bom Smaritano. Quem não chega perto vai sempre rejeitar o ferido e amar simplesmente aquele que acha que é são, mas que também tem deficiências. Quem não adora a Deus de todo o coração não consegue amar o próximo como a si mesmo. Ame a Deus de todo o coração!
É preciso ouvir a Palavra de Deus e amá-la de uma forma que eu possa acolhê-la verdadeiramente. O amor sempre vai falar e vai incomodar. Um acolhimento que é interesseiro sempre deseja manipular o Senhor. Lute para não ser este interesseiro dentro da sua casa e com as pessoas com as quais você convive. Porque a todo o momento esta opção egoísta nos é oferecida. É preciso ouvir a Palavra de Deus com amor, assim você sempre contemplará as verdades do seu coração.
Respire este ar puro do seu estado de vida, da sua consagração, da sua vocação... Quando nós perdemos o foco, ficamos endurecidos. Em tudo que você fizer se não houver caridade, não valerá de nada. Só existe sentido de caridade quando realizamos algo em Deus. Se Ele não for o primeiro na sua vida, você não irá saber o que é belo e o que é bom nela. Sem o Altíssimo nem o que é belo saberemos administrar. Nós fomos feitos para seguir o caminho, cujo modelo perfeito é Jesus.
Você não pode tudo, é por isso que a Palavra de Deus nos ensina o que é realidade. Sem caridade você não é nada. Você ama produzindo liberdade? O amor não vive para si mesmo. A caridade só pode guardar em si aquilo que é belo; aquilo que é santo. O perdão nos torna livres. A caridade não guarda rancor. Ela nunca estabelecerá união com as trevas, ela não quer modelar o outro.
Está faltando amor verdadeiro em nosso meio. Despertem porque está faltando o essencial, uma vida sem o essencial deixa de ser profecia. Eu só terei condições de enfrentar o mundo lá fora se tiver os elementos da fé para me amparar. Somente o amor pode colocar em ordem e harmonizar o seu interno para que você seja capaz de enfrentar as coisas externas. Você precisa deixar-se amar para amar. Deus conhece você, Ele o escolheu.
É preciso viver a entrega na promessa de Deus, senão vou viver tremendo diante dos combates da vida. É preciso acreditar. Não tema, pois o Senhor está com você. Confie n'Ele! Deus não envia ninguém para a derrota e, sim, para a vitória. Mas a forma como eu parto para a guerra também influencia nessa vitória.
Artigo produzido a partir da pregação em janeiro de 2010
Padre Eliano Luiz Gonçalves, SJS
Fraternidade Jesus Salvador
17/06/2010 - 08h00
Homens restaurados na sexualidade Pela sexualidade,
Homens restaurados na sexualidade Pela sexualidade, participamos do poder criador de Deus. Assim como o Senhor é fecundo e Sua fecundidade resultou na criação do mundo inteiro, os homens também são fecundos: receberam essa fecundidade do Pai e são criadores como o Pai.
Sabendo disso, o inimigo quis deturpar a sexualidade do ser humano com piadas sujas, histórias obscenas e músicas maliciosas. Ainda pequenos, os meninos já têm contato com esses conceitos errôneos. Todas essas situações agrediram o coração e a alma dos filhos de Deus que, muito cedo, acabaram ficando com vergonha do Senhor. Foram vítimas e não conseguiram sair dessa situação, acabando por sentir grande vergonha de Deus Pai.
Após a primeira comunhão, muitos deixaram a confissão, a Igreja, perderam a coragem de ir à Santa Missa, relaxaram em tudo e foram afundando. Não eram maus, mas sabiam que Deus é Deus e tinham vergonha de aparecer diante d'Ele naquele estado. Na verdade, a vergonha que sentiam era respeito. Mas essa vergonha os levou a uma mentalidade errônea sobre o Todo-poderoso e acabaram marcados ainda na meninice. Foi um grande estrago!
O Senhor quer curar profundamente o coração do homem, porque, principalmente ele, quando menino, aprendeu muita coisa errada; por ser homem, foi introduzido muito cedo na malícia, no palavrão, na masturbação, na prática precoce do sexo. A verdade é que as feridas presentes no coração do homem são reflexos da saudade de Deus. Perceba que a falta de Deus Pai, na infância, pode comprometer a vida inteira de uma pessoa. Por não viver uma infância com o Senhor, chega-se à juventude mal preparado e erra-se muito na sexualidade, no namoro, no noivado... Se não erra fisicamente, erra nos pensamentos, nos desejos, nas revistas, nos filmes, nas piadas, no contar vantagens... afastando-se cada vez mais de Deus.
Não foram poucos os que acabaram casando-se despreparados. Casaram-se na Igreja, mas não “se casaram” com Deus, e é d'Ele que os noivos recebem a graça de ser esposos e pais. Muitos homens foram ao altar envergonhados, pois sabiam que o Senhor conhecia tudo o que eles haviam aprontado no tempo da juventude, no namoro, no noivado...
O Senhor quer mudar isso tudo. Ele quer restaurar tudo! Esteja você com a idade que estiver, o Pai quer fazer uma grande cura em sua vida, Ele quer transformar a saudade em amizade com Ele. Ele quer ser seu amigo íntimo. Muito maior do que a sua, é a saudade que Deus tem de você. Ele nunca o abandonou e agora quer sua amizade.
Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib
.:Participe do "Acampamento de férias" na Canção Nova
.:Em julho, "Acampamento para casais" na Canção Nova. Confira!
Sabendo disso, o inimigo quis deturpar a sexualidade do ser humano com piadas sujas, histórias obscenas e músicas maliciosas. Ainda pequenos, os meninos já têm contato com esses conceitos errôneos. Todas essas situações agrediram o coração e a alma dos filhos de Deus que, muito cedo, acabaram ficando com vergonha do Senhor. Foram vítimas e não conseguiram sair dessa situação, acabando por sentir grande vergonha de Deus Pai.
Após a primeira comunhão, muitos deixaram a confissão, a Igreja, perderam a coragem de ir à Santa Missa, relaxaram em tudo e foram afundando. Não eram maus, mas sabiam que Deus é Deus e tinham vergonha de aparecer diante d'Ele naquele estado. Na verdade, a vergonha que sentiam era respeito. Mas essa vergonha os levou a uma mentalidade errônea sobre o Todo-poderoso e acabaram marcados ainda na meninice. Foi um grande estrago!
O Senhor quer curar profundamente o coração do homem, porque, principalmente ele, quando menino, aprendeu muita coisa errada; por ser homem, foi introduzido muito cedo na malícia, no palavrão, na masturbação, na prática precoce do sexo. A verdade é que as feridas presentes no coração do homem são reflexos da saudade de Deus. Perceba que a falta de Deus Pai, na infância, pode comprometer a vida inteira de uma pessoa. Por não viver uma infância com o Senhor, chega-se à juventude mal preparado e erra-se muito na sexualidade, no namoro, no noivado... Se não erra fisicamente, erra nos pensamentos, nos desejos, nas revistas, nos filmes, nas piadas, no contar vantagens... afastando-se cada vez mais de Deus.
Não foram poucos os que acabaram casando-se despreparados. Casaram-se na Igreja, mas não “se casaram” com Deus, e é d'Ele que os noivos recebem a graça de ser esposos e pais. Muitos homens foram ao altar envergonhados, pois sabiam que o Senhor conhecia tudo o que eles haviam aprontado no tempo da juventude, no namoro, no noivado...
O Senhor quer mudar isso tudo. Ele quer restaurar tudo! Esteja você com a idade que estiver, o Pai quer fazer uma grande cura em sua vida, Ele quer transformar a saudade em amizade com Ele. Ele quer ser seu amigo íntimo. Muito maior do que a sua, é a saudade que Deus tem de você. Ele nunca o abandonou e agora quer sua amizade.
Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib
.:Participe do "Acampamento de férias" na Canção Nova
.:Em julho, "Acampamento para casais" na Canção Nova. Confira!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO - A MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS.
A MATERNIDADE ORANTE DE MARIA
O papel de Maria glorificada em relação à Igreja ou aos membros que Jesus Cristo associa ao seu Corpo Místico através dos séculos.
SOLIDARIEDADE OU COMUNHÃO
1Tm 2,5: “só existe um Mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos” – Verificamos que desde o AT Deus quis chamar homens e mulheres, a virem ser “mediadores” para a salvação destinada a todo o povo. O título mediador foi aplicado: a Moisés, Abraão, Judite, Ester. Os levitas, que ofereciam o sacrifício pelo povo e pediam para este a Bênção do Senhor; os profetas, portadores da Palavra de Deus e intercessores em favor do povo.
No NT, os cristãos são chamados a interceder uns pelos outros (1Tm 2,1-4), a fim de que cheguem ao conhecimento da verdade e se salvem; Deus quer salvar uns mediante outros; é por efeito da mediação sacerdotal e única de Cristo que o cristão pode fazer algo em prol do seu irmão. O Senhor exerce sua mediação servindo-se daqueles que Ele livremente quer associar à sua obra em favor dos homens.
É sobre este pano de fundo que se coloca a intercessão materna ou medianeira de Maria em favor dos homens peregrinos.
A INTERCESSÃO DA MÃE
A função de intercessora, que cabe a todo cristão em prol dos seus irmãos, toca a Maria de modo especial, pois ela ocupa um lugar único na Comunhão dos Santos; é a Mãe do Redentor. Mãe de toda a humanidade, que Jesus lhe confiou pouco antes de morrer (Jo 19,25-27). Como toda mãe na família desempenha uma função peculiar. Maria a desempenha na Igreja. O fundamento dessa função é a relação de Maria com Jesus, relação que não se limita ao indivíduo Jesus Cristo, mas se estende ao Cristo total (cabeça e membros do Corpo Místico, Cristo e Igreja).
Lúmen Gentium, 60: “A materna missão de Maria em favor dos homens de modo nenhum obscurece ou diminui a mediação única de Cristo, mas até manifesta a sua eficácia. Com efeito, todo o salutar influxo da Bem-aventurada Virgem em favor dos homens...se origina do divino beneplácito. Decorre dos superabundantes méritos de Cristo, repousa na mediação de Cristo; dela depende inteiramente e dela tira a sua força. De modo nenhum impede, mas até favorece, a união imediata dos fiéis com Cristo”.
Se durante a sua vida mortal Maria teve como missão cuidar de Jesus, guia-lo e orientá-lo, atualmente este cuidado se volta, de maneira própria ao seu próprio estado de glorificado, em favor do resto do Cristo total ou em favor dos membros do Corpo Místico de Cristo que ainda peregrinam na terra. Por isto a Igreja a interpela como intercessora ou como Maternidade Orante e a contempla a imagem da consumação que esperamos alcançar.
A MEDIANEIRA DO TODAS AS GRAÇAS
Desde os primeiros tempos, a Igreja invocou Maria como intercessora. No século III se proferia esta oração: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas, em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita”. Também as imagens da Virgem (século VI), a representam com mãos estendidas na posição de orante e advogada do gênero humano. Aqui começa a aparecer o título “Medianeira”. No século XII também aparece este título com muita evidência, mas somente no século XVII se elaborou a doutrina. E no século XX, os teólogos se dedicaram a aprofundar o sentido de tal expressão mariológica.
Em 1921, o Cardeal Desiré Mercier, arcebispo de Malines (Bélgica), com colaboração de diversos teólogos e liturgistas da Universidade de Louvain, com apoio do episcopado Belga, pede a Santa Sé a promulgação do dogma “Maria Medianeira de todas as graças”. Em 1922 o Papa Bento XV concedeu a celebração do Ofício Litúrgico e da Missa da Medianeira a todas as dioceses da Bélgica e a todas as outras dioceses que a solicitassem; todavia não se pronunciou sob a petição dogmática. Idêntica atitude reservada foi assumida pelos Papas seguintes: Pio XI e Pio XII, embora se avolumasse a produção teológica em livros e artigos favoráveis ao título de Medianeira. A este se associava o título de Co-Redentora, suscitando oposição calorosa da parte dos protestantes, que viam nos dois títulos uma derrogação ao Sacerdócio de Jesus Cristo.
Na fase preparatória do Concílio Vaticano II (1962-65), trezentas petições foram dirigidas à Santa Sé, solicitando a definição universal de Maria por parte do Concílio, que não quis tomar posição, os padres conciliares e seus teólogos viam claramente que tanto o título de “Medianeira de todas as graças” quanto o de “Co-Redentora” eram ambíguos e podiam suscitar mal-entendidos entre os fiéis católicos, assim como distanciamento dos protestantes, que o Concílio queria aproximar da Igreja católica. A piedade mariana na primeira metade do século XX tendia a exageros ou afirmações pouco fundamentadas na Escritura Sagrada e na Tradição.
O que nos diz a Lúmen Gentium, 62: “A maternidade de Maria na dispensação da graça perdura ininterruptamente a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação, que sob a Cruz ela resolutamente manteve e manterá até a perpétua consumação de todos os eleitos... a Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada derrogue, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador. Com efeito; nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo Encarnado e Redentor. Mas, como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e como a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de maneiras diversas, assim também a única mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas uma variegada cooperação, que participa de uma única fonte. A Igreja recomenda ao coração dos fiéis para que, encorajados por esta maternal proteção, mais intimamente dêem sua adesão ao Mediador e Salvador”.
A função materna e intercessora de Maria, portanto, não decorre de alguma insuficiência da obra salvífica de Cristo, nem é algo de necessário por causa de alguma pretensa limitação dos méritos de Cristo. Mais: a mediação de Maria em favor dos homens recobre a fase da história que vai da Assunção até o fim dos tempos. Não se estende a época anterior a Cristo nem atinge a redenção ou salvação dos seres humanos. A expressão “Medianeira de todas as graças” ou “Medianeira Universal” é atualmente posta de lado pelos teólogos, pois poderia insinuar uma indevida aproximação de Maria a Jesus Cristo.
A mediação de Maria é reconhecida pela Igreja em vista de duas grandes intenções:
a) O ecumenismo: Todos os fiéis cristãos supliquem instantaneamente à Mãe de Deus e Mãe dos homens, para que ela, que com suas preces esteve presente às primícias da Igreja interceda junto a seu Filho, até que todas as famílias dos povos, tanto os cristãos, como os que ignoram o seu Salvador, sejam oportunamente congregadas na paz e concórdia, no único povo de Deus, para a glória da Santíssima e indivisa Trindade (Lúmen Gentium, 69);
b) A nova evangelização. Paulo VI: “Na manhã de Pentecostes Maria presidiu, em oração, o iniciar-se da evangelização sob a ação do Espírito Santo; seja ela a estrela da evangelização sempre renovada, que a Igreja, obediente ao mandato do Senhor, deve promover e realizar, sobretudo nestes tempos difíceis, mas cheios de esperança”. (Evangelii Nuntiandi,82).
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações).
O papel de Maria glorificada em relação à Igreja ou aos membros que Jesus Cristo associa ao seu Corpo Místico através dos séculos.
SOLIDARIEDADE OU COMUNHÃO
1Tm 2,5: “só existe um Mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos” – Verificamos que desde o AT Deus quis chamar homens e mulheres, a virem ser “mediadores” para a salvação destinada a todo o povo. O título mediador foi aplicado: a Moisés, Abraão, Judite, Ester. Os levitas, que ofereciam o sacrifício pelo povo e pediam para este a Bênção do Senhor; os profetas, portadores da Palavra de Deus e intercessores em favor do povo.
No NT, os cristãos são chamados a interceder uns pelos outros (1Tm 2,1-4), a fim de que cheguem ao conhecimento da verdade e se salvem; Deus quer salvar uns mediante outros; é por efeito da mediação sacerdotal e única de Cristo que o cristão pode fazer algo em prol do seu irmão. O Senhor exerce sua mediação servindo-se daqueles que Ele livremente quer associar à sua obra em favor dos homens.
É sobre este pano de fundo que se coloca a intercessão materna ou medianeira de Maria em favor dos homens peregrinos.
A INTERCESSÃO DA MÃE
A função de intercessora, que cabe a todo cristão em prol dos seus irmãos, toca a Maria de modo especial, pois ela ocupa um lugar único na Comunhão dos Santos; é a Mãe do Redentor. Mãe de toda a humanidade, que Jesus lhe confiou pouco antes de morrer (Jo 19,25-27). Como toda mãe na família desempenha uma função peculiar. Maria a desempenha na Igreja. O fundamento dessa função é a relação de Maria com Jesus, relação que não se limita ao indivíduo Jesus Cristo, mas se estende ao Cristo total (cabeça e membros do Corpo Místico, Cristo e Igreja).
Lúmen Gentium, 60: “A materna missão de Maria em favor dos homens de modo nenhum obscurece ou diminui a mediação única de Cristo, mas até manifesta a sua eficácia. Com efeito, todo o salutar influxo da Bem-aventurada Virgem em favor dos homens...se origina do divino beneplácito. Decorre dos superabundantes méritos de Cristo, repousa na mediação de Cristo; dela depende inteiramente e dela tira a sua força. De modo nenhum impede, mas até favorece, a união imediata dos fiéis com Cristo”.
Se durante a sua vida mortal Maria teve como missão cuidar de Jesus, guia-lo e orientá-lo, atualmente este cuidado se volta, de maneira própria ao seu próprio estado de glorificado, em favor do resto do Cristo total ou em favor dos membros do Corpo Místico de Cristo que ainda peregrinam na terra. Por isto a Igreja a interpela como intercessora ou como Maternidade Orante e a contempla a imagem da consumação que esperamos alcançar.
A MEDIANEIRA DO TODAS AS GRAÇAS
Desde os primeiros tempos, a Igreja invocou Maria como intercessora. No século III se proferia esta oração: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas, em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita”. Também as imagens da Virgem (século VI), a representam com mãos estendidas na posição de orante e advogada do gênero humano. Aqui começa a aparecer o título “Medianeira”. No século XII também aparece este título com muita evidência, mas somente no século XVII se elaborou a doutrina. E no século XX, os teólogos se dedicaram a aprofundar o sentido de tal expressão mariológica.
Em 1921, o Cardeal Desiré Mercier, arcebispo de Malines (Bélgica), com colaboração de diversos teólogos e liturgistas da Universidade de Louvain, com apoio do episcopado Belga, pede a Santa Sé a promulgação do dogma “Maria Medianeira de todas as graças”. Em 1922 o Papa Bento XV concedeu a celebração do Ofício Litúrgico e da Missa da Medianeira a todas as dioceses da Bélgica e a todas as outras dioceses que a solicitassem; todavia não se pronunciou sob a petição dogmática. Idêntica atitude reservada foi assumida pelos Papas seguintes: Pio XI e Pio XII, embora se avolumasse a produção teológica em livros e artigos favoráveis ao título de Medianeira. A este se associava o título de Co-Redentora, suscitando oposição calorosa da parte dos protestantes, que viam nos dois títulos uma derrogação ao Sacerdócio de Jesus Cristo.
Na fase preparatória do Concílio Vaticano II (1962-65), trezentas petições foram dirigidas à Santa Sé, solicitando a definição universal de Maria por parte do Concílio, que não quis tomar posição, os padres conciliares e seus teólogos viam claramente que tanto o título de “Medianeira de todas as graças” quanto o de “Co-Redentora” eram ambíguos e podiam suscitar mal-entendidos entre os fiéis católicos, assim como distanciamento dos protestantes, que o Concílio queria aproximar da Igreja católica. A piedade mariana na primeira metade do século XX tendia a exageros ou afirmações pouco fundamentadas na Escritura Sagrada e na Tradição.
O que nos diz a Lúmen Gentium, 62: “A maternidade de Maria na dispensação da graça perdura ininterruptamente a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação, que sob a Cruz ela resolutamente manteve e manterá até a perpétua consumação de todos os eleitos... a Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada derrogue, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador. Com efeito; nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo Encarnado e Redentor. Mas, como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e como a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de maneiras diversas, assim também a única mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas uma variegada cooperação, que participa de uma única fonte. A Igreja recomenda ao coração dos fiéis para que, encorajados por esta maternal proteção, mais intimamente dêem sua adesão ao Mediador e Salvador”.
A função materna e intercessora de Maria, portanto, não decorre de alguma insuficiência da obra salvífica de Cristo, nem é algo de necessário por causa de alguma pretensa limitação dos méritos de Cristo. Mais: a mediação de Maria em favor dos homens recobre a fase da história que vai da Assunção até o fim dos tempos. Não se estende a época anterior a Cristo nem atinge a redenção ou salvação dos seres humanos. A expressão “Medianeira de todas as graças” ou “Medianeira Universal” é atualmente posta de lado pelos teólogos, pois poderia insinuar uma indevida aproximação de Maria a Jesus Cristo.
A mediação de Maria é reconhecida pela Igreja em vista de duas grandes intenções:
a) O ecumenismo: Todos os fiéis cristãos supliquem instantaneamente à Mãe de Deus e Mãe dos homens, para que ela, que com suas preces esteve presente às primícias da Igreja interceda junto a seu Filho, até que todas as famílias dos povos, tanto os cristãos, como os que ignoram o seu Salvador, sejam oportunamente congregadas na paz e concórdia, no único povo de Deus, para a glória da Santíssima e indivisa Trindade (Lúmen Gentium, 69);
b) A nova evangelização. Paulo VI: “Na manhã de Pentecostes Maria presidiu, em oração, o iniciar-se da evangelização sob a ação do Espírito Santo; seja ela a estrela da evangelização sempre renovada, que a Igreja, obediente ao mandato do Senhor, deve promover e realizar, sobretudo nestes tempos difíceis, mas cheios de esperança”. (Evangelii Nuntiandi,82).
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações).
APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO - A COOPERAÇÃO DE MARIA NA OBRA REDENTORA.
A COOPERAÇÃO DE MARIA NA OBRA REDENTORA
MARIA ASSOCIADA A SEU FILHO NA REDENÇÃO DO MUNDO
A maternidade de Maria em relação a Jesus Redentor não foi meramente biológica. Maria não foi mera espectadora da obra de salvação do mundo, mas prestou a esta uma cooperação ativa: “Maria respondeu ao mensageiro celeste: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1,38). Consagrou-se totalmente, como serva do Senhor, à pessoa e obra de seu Filho servindo sob Ele e com Ele, por graça de Deus Onipotente, ao mistério da Redenção. Os Santos Padres julgam que Deus não se serviu de Maria como instrumento meramente passivo, mas julgam que cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência” (Lúmen Gentium, 56).
Como definir mais precisamente a cooperação ativa de Maria na obra da salvação?
a) Em relação ao seu Filho viandante na terra, Maria exerceu uma colaboração ativa, não no sentido de haver concorrido diretamente para obter-nos as graças da Redenção, como se fosse um segundo princípio redentor ao lado de seu Filho. Maria é criatura remida por Cristo;
b) Maria coopera atualmente, após sua glorificação celeste, para a aplicação dos frutos da Redenção aos homens na qualidade de intercessora materna. Maria foi remida de modo excepcionalmente fecundo não em proveito dela mesmo apenas, mas a fim de desempenhar uma função própria na aplicação da salvação;
c) Toda a cooperação de Maria é subordinada a Cristo. Maria só tem valor no plano do Pai por causa de Cristo. Nunca a veneraríamos se não fosse em vista de Cristo; a autêntica piedade mariana é formulada nos seguintes termos: “O cristão deve procurar ser, para Maria, um outro Jesus”. O objetivo primeiro do cristão é configurar-se a Cristo, o primogênito entre muitos irmãos, como diz São Paulo em Rm 8,9. E quanto mais o cristão se configura a Cristo, tanto mais ele deve se ver filho de Maria. Para o cristão nada é anterior a Cristo.
CO-REDENTORA
No século X entrou em uso o termo Redemptrix (Redentora) aplicado a Maria SSma. A partir do Século XV os teólogos preferiam dizer “Co-Redentora”, título este que se foi propagando. Cabe ressaltar que nenhum documento de índole magisterial na Igreja usou a palavra Co-Redentora. Ela aparece, porém, em textos de importância subalterna, tais como:
1. Em 1908 em uma petição do Superior dos Servos de Maria sobre a festa das Sete Dores de Maria, onde cita o termo Co-Redentora;
2. Em 1913 alguns cristãos pedindo indulgências sobre uma saudação que incluísse o nome de Maria, pedem em nome da Co-Redentora;
3. Em 1914 a Congregação para o Santo Ofício concedeu indulgência a quem recitasse uma oração que mencionava a Co-Redentora do gênero humano Notamos que tais citações sobre o título “Co-Redentora” é de quem o solicitou e não do Magistério da Igreja.
4. O Papa Pio XI usou tal título na oração de encerramento do Ano da Redenção em 1933. E, depois de Pio XI, nenhum Papa recorreu à controvertida expressão. Bons teólogos foram evidenciando a ambigüidade dos títulos de “Co-Redentora” e “Medianeira”, e os mal entendidos que podiam suscitar.
A Teologia hoje recusa o uso dos dois termos referidos (não porque sejam errôneos, mas porque passíveis de má interpretação), embora reconheça que Maria foi associada à obra do Redentor e é cooperadora da Redenção.
QUATRO MOMENTOS IMPORTANTES
A cooperação de Maria com o Redentor caracterizou toda a sua existência desde a Anunciação do Anjo. Na Anunciação (Lc 1,26-38), o Sim de Maria é uma aceitação na colaboração em toda a obra da reconciliação da humanidade com Deus. Maria mostra-se disposta para o serviço que Deus lhe pede;
Nas Bodas de Cana (Jo 2,1-12), Maria, com a sua intervenção suscita também a fé dos discípulos. A fé de Maria está na origem do sinal que Jesus realizou, e prepara os discípulos para acolher a manifestação da sua glória e crer nele. A vida de Maria está claramente orientada para o serviço do Filho de Deus e de sua missão;
O seguimento de Jesus na Cruz por Maria, a coloca no plano salvífico que levaria Jesus à morte de cruz. Assim, a Virgem não sofreu em favor dela mesma, sofreu em favor de nós, como Mãe de todos;
A Missão de Maria nos inícios da Igreja. O livro dos Atos dos Apóstolos refere que Maria acompanhava os apóstolos no Cenáculo, rezando com eles na expectativa do Espírito Santo. Mesmo após a Ascensão do Filho, Ela continuava presente na Igreja prolongando sua missão de intercessora.
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações). inserido por: Caridade
MARIA ASSOCIADA A SEU FILHO NA REDENÇÃO DO MUNDO
A maternidade de Maria em relação a Jesus Redentor não foi meramente biológica. Maria não foi mera espectadora da obra de salvação do mundo, mas prestou a esta uma cooperação ativa: “Maria respondeu ao mensageiro celeste: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1,38). Consagrou-se totalmente, como serva do Senhor, à pessoa e obra de seu Filho servindo sob Ele e com Ele, por graça de Deus Onipotente, ao mistério da Redenção. Os Santos Padres julgam que Deus não se serviu de Maria como instrumento meramente passivo, mas julgam que cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência” (Lúmen Gentium, 56).
Como definir mais precisamente a cooperação ativa de Maria na obra da salvação?
a) Em relação ao seu Filho viandante na terra, Maria exerceu uma colaboração ativa, não no sentido de haver concorrido diretamente para obter-nos as graças da Redenção, como se fosse um segundo princípio redentor ao lado de seu Filho. Maria é criatura remida por Cristo;
b) Maria coopera atualmente, após sua glorificação celeste, para a aplicação dos frutos da Redenção aos homens na qualidade de intercessora materna. Maria foi remida de modo excepcionalmente fecundo não em proveito dela mesmo apenas, mas a fim de desempenhar uma função própria na aplicação da salvação;
c) Toda a cooperação de Maria é subordinada a Cristo. Maria só tem valor no plano do Pai por causa de Cristo. Nunca a veneraríamos se não fosse em vista de Cristo; a autêntica piedade mariana é formulada nos seguintes termos: “O cristão deve procurar ser, para Maria, um outro Jesus”. O objetivo primeiro do cristão é configurar-se a Cristo, o primogênito entre muitos irmãos, como diz São Paulo em Rm 8,9. E quanto mais o cristão se configura a Cristo, tanto mais ele deve se ver filho de Maria. Para o cristão nada é anterior a Cristo.
CO-REDENTORA
No século X entrou em uso o termo Redemptrix (Redentora) aplicado a Maria SSma. A partir do Século XV os teólogos preferiam dizer “Co-Redentora”, título este que se foi propagando. Cabe ressaltar que nenhum documento de índole magisterial na Igreja usou a palavra Co-Redentora. Ela aparece, porém, em textos de importância subalterna, tais como:
1. Em 1908 em uma petição do Superior dos Servos de Maria sobre a festa das Sete Dores de Maria, onde cita o termo Co-Redentora;
2. Em 1913 alguns cristãos pedindo indulgências sobre uma saudação que incluísse o nome de Maria, pedem em nome da Co-Redentora;
3. Em 1914 a Congregação para o Santo Ofício concedeu indulgência a quem recitasse uma oração que mencionava a Co-Redentora do gênero humano Notamos que tais citações sobre o título “Co-Redentora” é de quem o solicitou e não do Magistério da Igreja.
4. O Papa Pio XI usou tal título na oração de encerramento do Ano da Redenção em 1933. E, depois de Pio XI, nenhum Papa recorreu à controvertida expressão. Bons teólogos foram evidenciando a ambigüidade dos títulos de “Co-Redentora” e “Medianeira”, e os mal entendidos que podiam suscitar.
A Teologia hoje recusa o uso dos dois termos referidos (não porque sejam errôneos, mas porque passíveis de má interpretação), embora reconheça que Maria foi associada à obra do Redentor e é cooperadora da Redenção.
QUATRO MOMENTOS IMPORTANTES
A cooperação de Maria com o Redentor caracterizou toda a sua existência desde a Anunciação do Anjo. Na Anunciação (Lc 1,26-38), o Sim de Maria é uma aceitação na colaboração em toda a obra da reconciliação da humanidade com Deus. Maria mostra-se disposta para o serviço que Deus lhe pede;
Nas Bodas de Cana (Jo 2,1-12), Maria, com a sua intervenção suscita também a fé dos discípulos. A fé de Maria está na origem do sinal que Jesus realizou, e prepara os discípulos para acolher a manifestação da sua glória e crer nele. A vida de Maria está claramente orientada para o serviço do Filho de Deus e de sua missão;
O seguimento de Jesus na Cruz por Maria, a coloca no plano salvífico que levaria Jesus à morte de cruz. Assim, a Virgem não sofreu em favor dela mesma, sofreu em favor de nós, como Mãe de todos;
A Missão de Maria nos inícios da Igreja. O livro dos Atos dos Apóstolos refere que Maria acompanhava os apóstolos no Cenáculo, rezando com eles na expectativa do Espírito Santo. Mesmo após a Ascensão do Filho, Ela continuava presente na Igreja prolongando sua missão de intercessora.
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações). inserido por: Caridade
A piedade Mariana
APARIÇÕES
Têm-se multiplicado, no Brasil e no estrangeiro, fenômenos de aparições atribuídas à Virgem SSma, as opiniões se acham divididas a respeito.
OS FATOS
Século XVI, começa com mais freqüência o fenômeno “aparições”. Em 1531 em Guadalupe a Virgem Ssma terá aparecido ao índio Juan Diego; em 1858 em Lourdes (França) a Sta. Bernadete Soubirous; em 1917 em Fátima (Portugal) a três pequenos pastores. No Brasil 1717 a imagem de NS Aparecida é encontrada no Rio Paraíba por três pescadores. Em 1960: Erechim, RS, Nossa Senhora da Santa Cruz estaria se manifestando a Dona Dorotéia. 1967-1977: Nossa Senhora da Natividade teria aparecido ao Dr. Fausto Faria, em Natividade (RJ). Após 1988 até nossos dias numerosos são os casos que vão sendo registrados. Fora do Brasil, o historiador Yves Chiron contou no século XX até 1993 um total de 362 aparições de Nossa Senhora. Sobre a grande maioria destas a Igreja não se pronunciou.
O PROCEDIMENTO DA IGREJA
O INQUÉRITO
A Igreja crê na possibilidade de aparições do Senhor e de seus Santos. Assim como para São Paulo, na estrada para Damasco (At 9,3-9). São Pedro teve uma visão antes de ir à casa do centurião Cornélio (At 10,9-11). S. Estevão, antes de morrer, viu a glória de Deus e Jesus à direita do Pai (At 7,55s). Todavia, antes de se pronunciar a respeito de alguma aparição, a Igreja é cautelosa:
1. Verifica-se que, da parte dos(as) videntes, há debilidade mental, fantasia exuberante, desonestidade, charlatanismo ou manifestação de psiquismo exaltado (laudo negativo);
2. Laudo positivo no plano espiritual e físico (conversões, afervoramento, curas de doenças e outros benefícios...). Em tais casos, a Igreja não somente permite, mas favorece o culto ao Senhor ou ao (à) Santos(a) que se julga ter aparecido. La Salette, NS de Lourdes, de Fátima... Embora a Igreja favoreça o culto a Nossa Senhora em tal lugar, ela nunca diz, nem dirá, que a Virgem SSma apareceu; o fenômeno “aparição” não pode ser definido pela Igreja como verdade de fé. A revelação pública e de fé está encerrada com a geração dos Apóstolos; nenhum artigo pode ser acrescentado ao Credo (Dei Verbum, 4).
A dispensação da graça cristã, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar alguma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo (1Tm 6,14 e Tt 2,13). O Papa Bento XIV (1740-1758) publicou as seguintes observações: “a dita ‘aprovação’ da Igreja não ´senão uma permissão; atesta que os fenômenos alegados não estão em desacordo com a fé, os costumes e a missão da Igreja. Não pedem adesão de fé divina ou católica, mas pode suscitar a fé humana”.
3. Pode também a Igreja abster-se. É o que acontece na maioria dos casos. Em consideração desses frutos, a Igreja deixa que a piedade se desenvolva até haver razões de ordem doutrinária ou moral que exijam algum pronunciamento.
Quando não incorrem erro no tocante à fé ou à Moral, os fenômenos extraordinários têm alto potencial evangelizador, que merece respeito e não pode ser deixado de lado. Aos pastores compete, de um lado, confirmar os irmãos na fé, e, de outro lado, ajudar os fiéis a superar a demasiada credulidade, para que esta não venha a ser um fator de descrédito da própria mensagem cristã.
SÁBIAS PONDERAÇÕES
Verifica-se que várias das mensagens atribuídas a Nossa Senhora em nossos dias são marcadas por forte pessimismo. Descrevem a situação do mundo atual em termos apocalípticos: o demônio estaria solto, a a corrupção generalizada, os castigos de Deus seriam iminentes, implicando catástrofes de âmbito mundial, condenação dos pecadores e salvação para os justos. Sobre este pano de fundo pedem-se oração e penitência.
a. O mundo está vivendo uma situação de crise generalizada;
b. O pessimismo e o desespero;
c. O Brasil é muito sacudido por correntes que dizem receber comunicações do além;
d. Muitas pessoas se deixam levar pelo sentimentalismo e as emoções;
e. Muita gente quer ser dirigida; espera um guru ou um líder privilegiado. Consciente disto, a Igreja usa sempre de grande cautela desde que se propague a notícia de algum fenômeno extraordinário.
PRUDÊNCIA
Eis alguns traços:
a. A Igreja, de um lado, se sente responsável pela conservação incólume da doutrina da fé, de acordo com o mandato de Jesus Cristo (Mt 16,16-19; Lc 22,31s; Mt 28,18-20). Doutro lado, ela sabe que o Espírito Santo pode falar por vias extraordinárias, de tal modo que não lhe é lícito extinguir o Espírito, como diz S. Paulo em 1Ts 5,19s;
b. O extraordinário deve ficar sendo sempre extraordinário. Não é via normal pela qual Deus guia os seus filhos; o normal é a via da fé..., fé que se distingue de crendice, pois a fé supõe credenciais ou motivos para crer; a fé não diz Sim a qualquer notícia de portento;
c. Aparições e revelações não devem ser presumidas nem admitidas em primeira instância num juízo precipitado. Procurem-se, antes do mais, as explicações ordinárias ou naturais (físicas, psicológicas ou parapsicológicas). É preciso levar em conta a fragilidade humana, sujeita a engano, alucinações, sugestões coletivas. Daí o senso crítico, que deve começar por investigar aquilo de que realmente se trata, para depois procurar a explicação adequada. Leve-se em conta especialmente a tendência dos meios de comunicação social a provocar artificialmente as emoções e o sensacionalismo, sem compromisso sério com a verdade;
d. Toda autêntica aparição há de ser coerente com as linhas e o espírito do Evangelho. Deve confirmar o que este ensina:
· As muitas minúcias (quanto a datas, local, duração e tipo de fenômenos preditos) merecem reservas, pois não há habituais na linguagem da Escritura Sagrada;
· O que certamente se pode e deve depreender de toda a genuína mensagem do céu, é a exortação à oração e à penitência; La Salette, Lordes e Fátima clamam altamente por tais atitudes a ser assumidas pelos fiéis católicos. O Papa João XXIII em comemoração ao centenário de Lourdes nos fala que os dons extraordinários são concedidos aos fiéis: “não para propor doutrinas novas, mas para guiar a nossa conduta”.
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações). inserido por: Caridade
Têm-se multiplicado, no Brasil e no estrangeiro, fenômenos de aparições atribuídas à Virgem SSma, as opiniões se acham divididas a respeito.
OS FATOS
Século XVI, começa com mais freqüência o fenômeno “aparições”. Em 1531 em Guadalupe a Virgem Ssma terá aparecido ao índio Juan Diego; em 1858 em Lourdes (França) a Sta. Bernadete Soubirous; em 1917 em Fátima (Portugal) a três pequenos pastores. No Brasil 1717 a imagem de NS Aparecida é encontrada no Rio Paraíba por três pescadores. Em 1960: Erechim, RS, Nossa Senhora da Santa Cruz estaria se manifestando a Dona Dorotéia. 1967-1977: Nossa Senhora da Natividade teria aparecido ao Dr. Fausto Faria, em Natividade (RJ). Após 1988 até nossos dias numerosos são os casos que vão sendo registrados. Fora do Brasil, o historiador Yves Chiron contou no século XX até 1993 um total de 362 aparições de Nossa Senhora. Sobre a grande maioria destas a Igreja não se pronunciou.
O PROCEDIMENTO DA IGREJA
O INQUÉRITO
A Igreja crê na possibilidade de aparições do Senhor e de seus Santos. Assim como para São Paulo, na estrada para Damasco (At 9,3-9). São Pedro teve uma visão antes de ir à casa do centurião Cornélio (At 10,9-11). S. Estevão, antes de morrer, viu a glória de Deus e Jesus à direita do Pai (At 7,55s). Todavia, antes de se pronunciar a respeito de alguma aparição, a Igreja é cautelosa:
1. Verifica-se que, da parte dos(as) videntes, há debilidade mental, fantasia exuberante, desonestidade, charlatanismo ou manifestação de psiquismo exaltado (laudo negativo);
2. Laudo positivo no plano espiritual e físico (conversões, afervoramento, curas de doenças e outros benefícios...). Em tais casos, a Igreja não somente permite, mas favorece o culto ao Senhor ou ao (à) Santos(a) que se julga ter aparecido. La Salette, NS de Lourdes, de Fátima... Embora a Igreja favoreça o culto a Nossa Senhora em tal lugar, ela nunca diz, nem dirá, que a Virgem SSma apareceu; o fenômeno “aparição” não pode ser definido pela Igreja como verdade de fé. A revelação pública e de fé está encerrada com a geração dos Apóstolos; nenhum artigo pode ser acrescentado ao Credo (Dei Verbum, 4).
A dispensação da graça cristã, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar alguma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo (1Tm 6,14 e Tt 2,13). O Papa Bento XIV (1740-1758) publicou as seguintes observações: “a dita ‘aprovação’ da Igreja não ´senão uma permissão; atesta que os fenômenos alegados não estão em desacordo com a fé, os costumes e a missão da Igreja. Não pedem adesão de fé divina ou católica, mas pode suscitar a fé humana”.
3. Pode também a Igreja abster-se. É o que acontece na maioria dos casos. Em consideração desses frutos, a Igreja deixa que a piedade se desenvolva até haver razões de ordem doutrinária ou moral que exijam algum pronunciamento.
Quando não incorrem erro no tocante à fé ou à Moral, os fenômenos extraordinários têm alto potencial evangelizador, que merece respeito e não pode ser deixado de lado. Aos pastores compete, de um lado, confirmar os irmãos na fé, e, de outro lado, ajudar os fiéis a superar a demasiada credulidade, para que esta não venha a ser um fator de descrédito da própria mensagem cristã.
SÁBIAS PONDERAÇÕES
Verifica-se que várias das mensagens atribuídas a Nossa Senhora em nossos dias são marcadas por forte pessimismo. Descrevem a situação do mundo atual em termos apocalípticos: o demônio estaria solto, a a corrupção generalizada, os castigos de Deus seriam iminentes, implicando catástrofes de âmbito mundial, condenação dos pecadores e salvação para os justos. Sobre este pano de fundo pedem-se oração e penitência.
a. O mundo está vivendo uma situação de crise generalizada;
b. O pessimismo e o desespero;
c. O Brasil é muito sacudido por correntes que dizem receber comunicações do além;
d. Muitas pessoas se deixam levar pelo sentimentalismo e as emoções;
e. Muita gente quer ser dirigida; espera um guru ou um líder privilegiado. Consciente disto, a Igreja usa sempre de grande cautela desde que se propague a notícia de algum fenômeno extraordinário.
PRUDÊNCIA
Eis alguns traços:
a. A Igreja, de um lado, se sente responsável pela conservação incólume da doutrina da fé, de acordo com o mandato de Jesus Cristo (Mt 16,16-19; Lc 22,31s; Mt 28,18-20). Doutro lado, ela sabe que o Espírito Santo pode falar por vias extraordinárias, de tal modo que não lhe é lícito extinguir o Espírito, como diz S. Paulo em 1Ts 5,19s;
b. O extraordinário deve ficar sendo sempre extraordinário. Não é via normal pela qual Deus guia os seus filhos; o normal é a via da fé..., fé que se distingue de crendice, pois a fé supõe credenciais ou motivos para crer; a fé não diz Sim a qualquer notícia de portento;
c. Aparições e revelações não devem ser presumidas nem admitidas em primeira instância num juízo precipitado. Procurem-se, antes do mais, as explicações ordinárias ou naturais (físicas, psicológicas ou parapsicológicas). É preciso levar em conta a fragilidade humana, sujeita a engano, alucinações, sugestões coletivas. Daí o senso crítico, que deve começar por investigar aquilo de que realmente se trata, para depois procurar a explicação adequada. Leve-se em conta especialmente a tendência dos meios de comunicação social a provocar artificialmente as emoções e o sensacionalismo, sem compromisso sério com a verdade;
d. Toda autêntica aparição há de ser coerente com as linhas e o espírito do Evangelho. Deve confirmar o que este ensina:
· As muitas minúcias (quanto a datas, local, duração e tipo de fenômenos preditos) merecem reservas, pois não há habituais na linguagem da Escritura Sagrada;
· O que certamente se pode e deve depreender de toda a genuína mensagem do céu, é a exortação à oração e à penitência; La Salette, Lordes e Fátima clamam altamente por tais atitudes a ser assumidas pelos fiéis católicos. O Papa João XXIII em comemoração ao centenário de Lourdes nos fala que os dons extraordinários são concedidos aos fiéis: “não para propor doutrinas novas, mas para guiar a nossa conduta”.
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações). inserido por: Caridade
Canção Nova recebe a imagem de Nossa Senhora do Círio de Nazaré
A Comunidade Canção Nova abriu o mês mariano com uma belíssima procissão com a imagem de Nossa Senhora do Círio de Nazaré, vinda de Belém do Pará. O cortejo, que saiu da Paróquia Santo Antônio em Cachoeira Paulista (SP) em direção à sede da Canção Nova, contou com a participação de peregrinos marianos vindos de diversos estados do país.
Dentre os participantes do Congresso Mariano na Canção Nova, há um grupo de 38 fiéis da Congregação Mariana de Nossa Senhora da Penha e São Francisco de Assis de Vitória (ES). O aposentado Getúlio Rosalvo Oliveira da Silva, responsável pelo grupo, testemunhou que os marianos têm grande devoção a Nossa Senhora e que Maria é o caminho mais curto para chegar a Jesus. “Iniciativas como a de um Congresso Mariano na Canção Nova fortalecem as congregações marianas”, enfatiza.
Entre cânticos e a oração do Santo Terço os peregrinos caminharam em procissão até a sede da comunidade católica, que recebeu a imagem com queima de fogos e muita alegria. Em seguida, a ministra de música Karina Maria cantou o "Ofício da Imaculada Conceição" acolhendo a Virgem de Nazaré. Finalizado o momento, o reitor da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré em Belém (PA), padre José Ramos Mercês, responsável por trazer a imagem para o Estado de São Paulo, abençoou os fiéis pela intercessão da Virgem Santíssima.
O encerramento do congresso será no domingo, 2, como a Santa Missa presidida pelo Bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni.
Clica aqui e veja mais fotos do II Congresso Mariano.
Maio mês das mães
Neste mês saudamos de maneira muito especial Nossa Senhora e através dela todas as mães. Nossa Senhora é a grande inspiração para todas as mães, no momento em que estamos vivendo, as mulheres, em geral, já não sonham tanto com a maternidade, o mundo esta querendo deturpar aquilo que Deus nos deu de mais belo, o sonho de ser mãe, nos diz que ele mudou, que é difícil hoje em dia criar filhos, que as coisas estão muito caras, que para manter uma criança o custo é muito alto, pudera, hoje em dia acredita-se que pra educar é necessário dar as melhores coisas, é preciso enfeitar a criança, dar-lhes roupas de marca, celulares, colégios caros, sapatos e tantas outras coisas… o mundo não mudou, continua o mesmo, claro mais depredado, mas igual, o que tem mudado são as pessoas, são os tempos, a maneira de agir das pessoas. Nossos filhos não precisam de muita coisa… precisam apenas do nosso amor! Mulher… não deixe o mundo lhe tirar aquilo que é de mais belo, a maternidade, o sonho de ser mãe.. Não acredite tanto nas coisas que dizem por ai… apesar desse mundo tão deturpado, da perda dos valores… acredite, ser mãe é maravilhoso! Sentir sua criança crescendo dentro de seu ventre é espetacular… fantástico… não deixe que lhe roubem isso, ser mãe não é padecer no paraíso… SER MÃE É MERGULHAR NO AMOR DE DEUS! Nossa Senhora Mãe Rainha, rogai por nós!
Amarília Freire
Missionária Coração Fiel
Mãe do Wilson Neto 21 anos, bênção de Deus em minha vida!
Amarília Freire
Missionária Coração Fiel
Mãe do Wilson Neto 21 anos, bênção de Deus em minha vida!
NS de Fátima
Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em 3 ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.
O ciclo Angélico se deu em 3 momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois o Anjo de Portugal e por fim o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando aquela que se apresentou mais brilhante do que o sol a 3 crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram 6 aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam a sofrer por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.
Enfim, através dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia.
A mensagem de Fátima é para o mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que no fim irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia:
"Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!"
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!
O ciclo Angélico se deu em 3 momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois o Anjo de Portugal e por fim o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando aquela que se apresentou mais brilhante do que o sol a 3 crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram 6 aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam a sofrer por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.
Enfim, através dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia.
A mensagem de Fátima é para o mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que no fim irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia:
"Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!"
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!
sábado, 8 de maio de 2010
Compreender para agir e reagir
Ao buscar a fonte das minhas insatisfações no outro, deixo de encarar a realidade.
Ao observarmos a correria cotidiana, vamos percebendo que as pessoas, de modo geral, estão cada vez mais ansiosas, irritadas, estressadas, angustiadas. Há até uma propaganda de TV que usa a expressão: “Neura, sai fora!”. E, muitas vezes, dá vontade de dizer isso mesmo. É tanta correria, que vamos nos perguntando o porquê de tanta velocidade: comemos rapidamente, queremos tudo depressa, queremos namorar logo, para noivar logo e casar logo. Por vezes, nem paramos para pensar que nem tudo vem numa velocidade tão grande.
A fonte disso tudo? Muitos dizem que é a própria velocidade como as informações se propagam. A rapidez da rede mundial de computadores (WWW) agiliza nossa vida. Não sabe alguma coisa? “Joga no Google”. Mas, e a construção do conhecimento, aquele conhecimento que adquiríamos por meio do estudo, livros, enciclopédias. Os trabalhos escolares dos filhos ficam praticamente um “copiar e colocar” sem fim. As escolas fazem coleção do mesmo trabalho pesquisado na internet.
E nossas justificativas para tanta correria e insatisfação? Algumas pessoas falam na falta de dinheiro, na alta do dólar, na crise no mercado mundial, no trânsito caótico, no desemprego ou excesso de trabalho. Existem outras pessoas que atribuem sua preocupação ao (à) marido (esposa), aos filhos, ao (à) namorado (a) desatento (a). Mas sabe a qual conclusão podemos chegar?
Sempre colocamos justificativas externas à nossa vontade e externas a nós. Com isso, nunca assumimos que nossa postura frente às situações pode ser diferente. Será que paramos para notar que nossa agressividade ao falar com aquele amigo pode ter acabado com nossa amizade ou achamos que é o outro que está muito sensível? Será que aquela batida de carro foi apenas culpa do motorista desatento ou eu falava ao celular enquanto dirigia, favorecendo um acidente?
Precisamos cada vez mais tomar consciência do que somos, do que geramos e das consequências dos nossos atos. Quando algo não vai bem internamente, vamos nos sobrecarregando de assuntos mal resolvidos e o resultado não é o dos melhores.
Muitas vezes, as pessoas que convivem conosco até tentam nos alertar, mas como defesa, é muito mais simples recusar a verdade e fugir dos fatos do que encarar a realidade e dar um passo.
“Nestes casos, a pessoa só percebe que não está bem se acontecer algo que a faça acordar ou o corpo der algum sinal em forma de dor ou doença, começando uma corrida por diversos médicos. Mas para quem percebe ou não, a verdade é que a insatisfação é a mesma: consigo mesmo” [...]
“Muitos acreditam que a solução está na conquista de algo ou alguém. Quando não conseguem, a angústia soma-se à frustração, gerando mais insatisfação. Assim, a autoestima e o amor-próprio tendem a baixar e a convivência consigo chega a ficar insuportável, criando um círculo vicioso de insegurança e baixa autoestima, prejudicando ainda mais as relações externas” (Zago, R.).
Passe a analisar seus comportamentos: tenho agido por impulso, tenho ignorado as verdades por não saber como lidar com elas? Posso agir frente a minhas carências, pensamentos, dificuldades afetivas e sentimentais? Um passo interessante é apontar quais pensamentos tento ignorar e tenho necessidade de resolvê-los.
Sente-se sem forças ou incapaz de conseguir? Lembre-se das conquistas que já teve, valorize suas lutas e permita-se ir em busca de outras. Se há coisas que não dependem diretamente de você, não se martirize nem se culpe por isso.
Busque força na fé e nas atitudes; priorize situações; resolva pendências (uma a uma, passo a passo). Evite pensamentos que o tornem culpado por tudo o que acontece. Aja naquilo que depende de você; confie em Deus, mas, não perca de vista a sua parte ativa na história.
“Tudo posso n'Aquele que me fortalece” e naquilo que me proponho a fazer diferente em minha vida.
Situações difíceis sempre aparecerão, mas cabe a nós quebrar estes pensamentos de lamentação e sofrimento que apenas vão nos fazer adoecer, assim como aqueles que convivem conosco.
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