terça-feira, 20 de julho de 2010

O mundo aguarda a canonização do Sumo Pontífice

 
“Santo, já”. Esta era a exclamação da multidão que estava no dia 8 de abril de 2005, por ocasião das exéquias de João Paulo II, na Praça São Pedro. O apelo popular, após apenas alguns dias da morte de um dos pontífices mais populares da história, era também o apelo dos milhares de católicos espalhados pelo mundo. 
Passados cinco anos, em meio a diversos rumores e poucas certezas, o processo canonização de João Paulo II, que se iniciou no dia 28 de junho de 2005, dois meses depois do falecimento do pontífice, ainda espera por uma conclusão.
Desde a abertura do processo, anunciada pelo seu sucessor, Bento XVI, no dia 13 de maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, a causa teve início imediato. Assim como João Paulo II havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá, o Papa Bento XVI fez uma exceção à regra do Código de Direito Canônico, iniciando o processo sem necessidade de esperar os cinco anos que devem transcorrer entre o falecimento de uma pessoa e o começo de sua causa.
No dia 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI o proclamou “venerável”, ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, considerado um importante passo dentro do processo de beatificação. 
Na data, um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé precisou as autorizações. “As virtudes heroicas do Servo de Deus João Paulo II (Karol Wojtyla) Sumo Pontífice, nascido aos 18 de maio de 1920, em Wadowice (Polonia), e falecido em Roma, aos 2 de abril de 2005”, comunicou.
Após diversos rumores de que a beatificação ocorreria neste ano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Angelo Amato, esclareceu aos diversos veículos de imprensa do mundo que, embora a causa de beatificação de João Paulo II estivesse prosseguindo de forma “muito rápida”, há a necessidade de se respeitar as várias etapas do processo. 
Agora, para a continuidade do processo, a Santa Sé aguarda a comprovação da existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polonês para a sua beatificação. Para a canonização, outro milagre deve ser comprovado.

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