sábado, 23 de abril de 2011

Domingo de Ramos

No último dia 17 de abril, tivemos a procissão de ramos, que tradicionalmente saiu do primeiro portão da UFPA. Esta celebração relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, na qual as pessoas o saudavam com muita alegria dizendo: Bendito o que vem em nome do Senhor!!!! Hosana nas alturas!!!
Nosso pároco e Diretor Espiritual, Pe Adalberto Brandão enfatizou a importância de aproveitar este momento para termos uma Páscoa diferente, ou seja, celebrar o Cristo ressuscitado em nossa vida e assim sermos sinais de amor para a humanidade.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Medite: Não deixe de orar e vigiar.

Apenas medite.





Extraído do site:
Dia 22 de abril de 2011, teremos o encontro de reflexão das 3 horas da agonia de Jesus no calvário, que será realizado a partir das  12 horas até as 15 horas. 

A exemplo do ano passado o  local determinado foi a capela NS das Graças, localizada no Riacho Doce, rua da Olaria, Quadra 1, Número 20.

Teremos orações, meditações e muita paz, neste encontro tão esperado. Venha viver conosco esse maravilhoso encontro com Jesus e Maria.

Venha e traga sua família.

Salve Maria!!!

domingo, 17 de abril de 2011

1 “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas, 23, 34)
No auge do sofrimento, Cristo não perde a dimensão da fragilidade do ser humano e implora o perdão para nossas culpas. Seu sangue derramado na cruz nos torna limpos para voltar à Casa Paterna.
2 “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23, 43)
Sentindo dores, o homem crucificado ao lado de Jesus não o insultou como os demais. Ao contrário, pediu e recebeu o seu perdão incondicional e imediato. Cristo não lhe prometeu o paraíso para depois. Tampouco lhe falou de novas vidas ou de reencarnações. “Hoje mesmo”, afirmou Jesus! 
3 “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua Mãe!” (João 19, 26-27)
Ele não nos deixa órfãos: deu a sua própria mãe como nossa mãe. 
4 “Meus Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27, 46 e Marcos 15, 34)
Teria Deus abandonando seu Filho na cruz? Certamente que não. Contudo, a natureza humana de Jesus sofria tanto que ele sentiu falta do carinho de seu e nosso Pai. 
5 “Tenho sede!” (João 19, 26-27)
Jesus teve sede mas, ao invés de água, deram-lhe vinagre. Também para nós Jesus vive a dizer: “Tenho sede! Tenho sede de homens e mulheres, adultos e jovens, que caminhem comigo. 
6 “Tudo está consumado!” (João 19, 30)
Jesus Cristo olha, do alto da cruz, o novo mundo que começa: a humanidade recebe, em lágrimas, suor e sangue, sua quitação por todas as dívidas assumidas.
7 “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23, 46)
Ao chegar ao final a agonia da cruz, Cristo entrega-se totalmente nas mãos do Pai. 
 
Fonte: Revista da Família          
Hosana nas alturas!
 
Dom Alberto Taveira Corrêa, domalberto@fundacaonazare.com.br
"Os sumos sacerdotes e os escribas ficaram indignados, ao ver as maravilhas que ele fazia e as crianças que gritavam no templo: Hosana ao Filho de Davi! Interpelaram-no: Estás ouvindo o que dizem? - Sim, estou, respondeu Jesus. Nunca lestes nas Escrituras: Da boca dos pequeninos e das criancinhas preparaste um louvor?" (Mt 21, 15-16)
 "Herodes, furioso, mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, de acordo com o tempo indicado pelos magos. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: "Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais" (Mt 2, 16-18).
O clamor das crianças é sempre original e atrai, pela pureza com que sobre ao Céu, a atenção da sociedade e o olhar de Deus. Do canto alegre - Hosana! - semelhante a uma revoada de pássaros até o grito de socorro que há poucos dias ressoou mundo afora, partindo do Rio de Janeiro, Deus quer que nossos ouvidos se abram para acolher as crianças. Ele é o Senhor da História e não abandona o mundo. Sua palavra de vida e de graça continua a ser oferecida à nossa geração, para que o seu Reino chegue e todos os seres humanos alcancem a felicidade prometida.
Os pequeninos de Jesus dizem teimosamente ao nosso mundo que não se pode viver sem Deus. Eles proclamam sua presença e sua chegada. Ensinam-nos que a melhor oração é o louvor, a ação de graças, o elogio, a festa. Não é tempo desperdiçado viver o tempo como vivem as crianças, sem agitação, brincando diante da face de Deus. Sendo porção frágil e tantas vezes indefesa da sociedade, estão dizendo, com seus sofrimentos, ao nosso mundo adulto e teimoso que filho não é trabalho, mas bênção, que um mundo sem crianças é um triste mundo! (Cf. Sl 126, 3-5)
O Domingo de Ramos abre a Semana Santa e quer expressar a abertura de nossas casas e de nossas vidas a Jesus Cristo Salvador. Bendito o que vem em nome do Senhor! Acolher Jesus significa aceitar sua palavra e sua salvação. Não existe outro nome pelo qual possamos ser salvos! E salvação é rumo para a existência, que deixa de ser beco sem saída. Aos que sofrem diante do mistério da dor ou da morte, ele vem dizer que a dor pode se transformar em amor. Aos que estão tão mergulhados nas preocupações que muitas vezes se desesperam diante dos dramas do cotidiano, o Senhor diz que não é somente para esta vida que nele depositamos a confiança. Há uma eternidade que nos espera, uma casa nova preparada hoje pelo nosso caminhar pelas ruas de nosso tempo.
Nós sairemos pelas ruas no Domingo de Ramos, recordando os acontecimentos de Jerusalém. Em nome de Jesus Cristo, somos todos convidados a sair de nós mesmos e entrar na casa das outras pessoas, levando a boa nova. Quem participa da Procissão de Ramos acolha a proposta de continuá-la, numa visita de semana santa ou de Páscoa, indo à casa de alguma pessoa ainda distante da Igreja, ou um parente do qual se afastou por qualquer motivo. Quem sabe será uma visita a um enfermo ou aos encarcerados. É para chegar desarmado, apenas para estar com as pessoas. Repetir-se-ão os benditos ao nome do Senhor quando as postas se abrirem!
 À entrada de Jesus em Jerusalém, as crianças, os jovens e os adultos estendiam ramos de palmeira e também seus próprios mantos pelas ruas, para acolhê-lo. Ramos de palmeira, sinais de vitória, com os quais queremos dizer que Nosso Senhor é Rei e que acreditamos. Roupa é sinal de valor e dignidade e queremos encontrar em Jesus Cristo a roupa do homem novo, pessoas renovadas no Batismo, que estendem braços abertos para que passe a salvação.
Com a Jerusalém do Domingo de Ramos, nossas cidades querem dizer a Jesus que estamos conscientes de sermos contraditórios, pois nossos hosanas se transformação rapidamente em gritos de "crucifica-o". Encantados com a beleza da vida, outros dias jogamos fora nossas crianças recém-nascidas, ou transformamos o jardim de Deus, que é nosso mundo, em deserto árido e triste. Sabemos o que vale a união em torno das grandes causas e ainda assim nos defendemos no individualismo, cada um em busca de seus próprios interesses. Senhor do lava-pés, da paixão e da cruz, Senhor do silêncio do sábado santo, Senhor da manhã da Ressurreição, bem vindo entre nós! Vence, Senhor, nossas contradições e endireita nossos caminhos! Ultrapassa, Senhor, nossas portas fechadas e traz-nos a Paz! 
 
Fonte: Conversa com meu povo      

sábado, 9 de abril de 2011

Compromisso de leigos
Comunidades católicas atraem mais pessoas ao serviço da Igreja
Uma nova forma de chamado ao serviço está dando outra cara para a Igreja Católica. As Comunidades Católicas tem como proposta incentivar e anunciar a Palavra por meio de suas atividades. "Nelas, Nosso Senhor Jesus Cristo é amado, servido e adorado verdadeiramente como Senhor e Salvador. O que importa é que o Seu Reino seja implantado na terra pela evangelização, missão primeira dessas Comunidades. Os jovens são evangelizados com ardor e parceria, a castidade lhes é apresentada como uma fonte de vida, os casais são chamados a viver a fidelidade a Deus e ao cônjuge, entre outros". Quem nos trás essa reflexão, é o professor e membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II, Felippe Aquino.
Exemplo de levar uma nova forma de espiritualidade as pessoas é a comunidade Missão Louvai, em Ananindeua, que no dia 7 de fevereiro celebrou 14 anos de fundação. Motivos não faltam para comemorar, afinal, a comunidade tem mais de 30 membros consagrados entre discípulos e vocacionados, e possui diversos ministérios. Um deles é o Instituto de Capacitação Gerando Oportunidades (ICGO), que visa desenvolver atividades sócio-educativas e estimular as pessoas da região a participarem de várias atividades junto à igreja. Projetos com o idoso, cursos de dança e karatê, entre outros, fazem parte do quadro de trabalhos sociais do ICGO. Os membros da Missão Louvai também contribuem com a Igreja Santa Paula Frassinetti, atuando na paróquia com o ministério de música e seminários.
Consagrada há cinco anos como membro da comunidade Missão Louvai, Darielma da Silva, conheceu o projeto por intermédio da filha, ela acredita que o envolvimento com a comunidade foi muito importante, principalmente, para aproximá-la mais da própria igreja. "É muito bom fazer parte desse trabalho, que fez com que eu me envolvesse mais intensamente com a igreja", diz.
A comunidade católica Mar Adentro também atua de maneira intensa na evangelização da população. Com 20 anos de fundação, tem como proposta serem discípulos e ministros da obediência e da paz, atuando através da formação, acolhimento e interseção pelos que mais precisam de apoio. Há cinco anos está em Belém, desenvolvendo vários trabalhos na Arquidiocese, assim como em diversas pastorais, e em prol de famílias ribeirinhas. A comunidade possui casas de missão em Belém e na ilha de Outeiro, com membros, tanto de vida, aqueles eu se dedicam integralmente a comunidade, quanto de aliança, que assumem um compromisso, mais também dividem suas vidas com tarefas pessoas.
Mas esses são apenas alguns exemplos. Shalom, Kerigma, Sementes do Verbo, Casa da Juventude Comunidade Católica (CAJU), entre outros podem ser citados, como iniciativas capazes de converter leigos, clérigos, e pessoas de todos os tipos, para um ideal de crença e fé, ao redor de um comum carisma. 

Lázaro, vem para fora!
 
Dom Alberto Taveira Corrêa, domalberto@fundacaonazare.com.br
Aproxima-se a Semana Santa, na qual a Igreja ganha grande visibilidade, mostrada nas vitrines dos meios de comunicação, em suas celebrações litúrgicas e em todas as manifestações, de acordo com as diferentes culturas, com as quais o amor maior, Jesus Cristo, em sua Morte e Ressurreição, é posto em espetáculo! Sim, desde as procissões de Ramos encontradas pela peregrina Etéria em Jerusalém, no século IV, até as encenações da paixão com teatros a céu aberto de nosso tempo, o mistério inesgotável de Cristo continua sendo o argumento mais explorado e nunca esgotado.
Artistas se encantam pela primeira vez com os personagens que são chamados a representar, sentindo inclusive ressoar em seus corações as raízes da fé, quem sabe plantadas na infância e guardadas num cantinho reservado da consciência. Novas gerações, representadas por crianças, apenas chegadas à maior compreensão dos acontecimentos, que começam a descobrir uma formação feita de procissões e teatro, de emoções e surpresas. Deverão progredir, pouco a pouco, dos sentimentos à fé, tarefa de pais, Igreja e catequistas, aos quais são confiados os pequeninos de Deus que se encantam com ramos, assistem estupefatos o lava-pés ou choram diante da maldade daqueles que crucificaram Nosso Senhor.
Às gerações de adultos mais maduros na fé cabe a responsabilidade de sair das ruas, das encenações e procissões e entrar na Igreja, onde não se assistem a espetáculos, mas se torna presente o mesmo Senhor, em sua Morte e Ressurreição, fonte de vida e de graça para todos que deixam de ser espectadores para se envolverem no mistério vivido! O ano litúrgico da Igreja é uma delicadeza pedagógica, com a qual, a mesma realidade da fé no Cristo ressuscitado é celebrada intensamente, a partir de ângulos diferentes, para que todos cheguem à renovação de seus compromissos batismais, na festa maior que é a Páscoa.
Páscoa é como o aniversário de batismo de cada cristão! Para celebrá-la bem, nas semanas que correm os cristãos foram ao encontro de uma Mulher Samaritana e descobriram de novo aquele que é a fonte de água viva que jorra para a vida eterna e souberam que, sendo batizados, também eles se tornam fonte para os outros, não lhes sendo lícito permanecerem indiferentes a ninguém, já que todas as pessoas são candidatas à mesma comunhão com Deus. Todos foram apresentados ao Cego de nascença, cujos olhos foram abertos por Jesus. Descobriram-no como Luz do Mundo e entenderam que seu Batismo, também chamado de Iluminação, abriu-lhes perspectivas inusitadas, cujo nome é fé!
Enfim, antes de entrar na chamada Semana Maior - Semana Santa, o Jesus que é Água viva e Luz do Mundo lhes é de novo apresentado. Desta feita, o convite é a visitar Betânia, cujo nome significa "Casa do Pobre" ou "Casa da aflição". Lázaro está morto (Jo 11, 1-44). É uma situação trágica, pois morreu o amigo de Jesus. A morte assusta, mesmo quando as pessoas quase se acostumam, quando em nosso tempo é noticiada exaustivamente dia a dia, como um fato a mais, sem muito mistério ou sacralidade!
Para Jesus, seus apóstolos e os amigos de Betânia, as coisas são diferentes. Marta que reclama pelo atraso de Jesus expressa nossa reação diante da morte de uma pessoa amada. O choro de Jesus pelo amigo morto é choro de Deus pela realidade da morte presente na humanidade e também choro diante de sua própria morte que se aproxima. A Salvação que traz deve tocar no mais fundo da realidade humana. Quando faz seu amigo voltar à vida, Jesus anuncia a completa libertação da morte. Existe esperança!
O relato evangélico passa, num maravilhoso crescendo, da narração da doença à morte e sepultura e o retorno à vida do amigo Lázaro, cujo nome quer dizer "Javé ajuda". Transparece a humanidade cheia de ternura de Jesus, com emoção, lágrimas, declaração de amizade e revelação do Filho de Deus.
O "Credo" de Marta sintetiza esta rica realidade: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo". A resposta de Jesus é promessa de vida: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais (Jo 11, 25-26).
Diante do sepulcro de onde sai Lázaro, Jesus proclama ser Ressurreição e Vida. Mas sabemos que Jesus deverá entrar no sepulcro da morte, ser envolto em faixas como seu amigo Lázaro e ressuscitar ao terceiro dia. Cristo é para todos os homens e mulheres, feridos de morte pelo pecado, Ressurreição e Vida! Saímos do velório de Lázaro, ouvimos o grito de Jesus a todos os lázaros da história, passamos pelo Cenáculo, Sinédrio, Getsêmani e Pretório e daí chegamos ao Calvário, para amanhecer no Jardim da Ressurreição. Não perca os detalhes e participe de tudo! 
 
Fonte: Conversa com meu povo   

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Doze meses de episcopado na Casa do Pão
 
O 10º Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, completa um ano à frente da Arquidiocese. Para ele, o aniversário episcopal é um momento de ação de graças em sua vida sacerdotal, que ganha força na Amazônia.
Foram oito meses de espera até que a Arquidiocese de Belém conhecesse seu 10º arcebispo: Dom Alberto Taveira Corrêa. Até então um nome pouco conhecido, mas que foi ganhando a graça e, principalmente, o respeito do povo. Prova disso foi o público que lotou a Catedral Metropolitana durante a celebração eucarística no domingo (20), em ação de graças, antecipadamente, pela data de sua posse. Apesar de parecer que foi "ontem" ele já está entre os paraenses há um ano, completado na sexta-feira, dia 25 de março.

Na homilia da missa que lembrou o seu primeiro ano à frente da Arquidiocese, Dom Alberto emocionou os participantes ao dizer que agradece a Deus por ter sido enviado à Belém, a Casa do Pão, na tradução do hebraico. "Eu agradeço por estar à frente dessa Igreja rica em história e vivência pastoral. Aqui as pessoas se envolvem e se enchem de trabalho pela Igreja, e o resultado é esse, o tempo passa e ela só fica mais bonita".
Ainda segundo Dom Alberto, em Belém, há uma base religiosa muito forte e diversificada.  "Essa talvez seja a característica mais marcante e importante. Além de uma cultura bonita e uma hospitalidade muito significativa, tudo isso continua me chamando muita atenção", afirma.
Nesses 12 meses de muito trabalho já é possível constatar inúmeras mudanças sob o aspecto estrutural na Igreja em Belém. Para se ter uma noção, ao assumir o cargo, Dom Alberto, que saiu da Arquidiocese de Palmas (TO), recebeu uma Belém com 59 paróquias. Em menos de um ano, o número já chega a 67, e a expectativa é que pelo menos 100 sejam instaladas em toda a região metropolitana até 2016, ano do XVII Congresso Eucarístico Nacional, que será na capital paraense, quando esta completa 400 anos de fundação. Segundo Dom Alberto o objetivo é estar mais próximo do seu rebanho. "Essas paróquias são um desejo nosso de chegar o máximo possível mais perto das pessoas. Nós queremos que as pessoas sintam a presença da Igreja em suas vidas. Essa proximidade é fundamental no processo de evangelização e só se alcança quando tem missa, formação, lugar para se encontrar. Temos essa clareza, e o desejo é que nossa a vida de Igreja se expanda cada vez mais".
Devido à Quaresma, Dom Alberto afirma que o seu desejo para a Arquidiocese de Belém e que ela viva sempre em "transfiguração", em referência ao Monte Tabor, local da Transfiguração de Jesus, pois foi o fato que deu força aos apóstolos para o que viriam a viver, na experiência amarga do Calvário. "Diante da missão da Igreja, que é missão de todos, meu desejo é que sejamos fiéis à missão que nos é confiada. Que sigamos adiante".
Um dos momentos mais emocionantes da celebração foi quando o padre José Gonçalo, cura da Sé, pediu que todos os participantes - sacerdotes, diáconos e o povo -, que acendessem cada um uma vela a partir do círio que Dom Alberto segurava. "Queremos colocar essa vela nas mãos de Dom Alberto e, num gesto de obediência e fidelidade, viver em comunhão. E que a presença de Dom Alberto seja a luz para nós", rezou padre Gonçalo. Juntos, povo e clero cantaram parabéns ao Arcebispo. "O bispo tem muitos aniversários, mas o melhor é que nenhum pertence a ele, mas ao povo. Que este seja o primeiro de muitos", disse Dom Alberto. 
BISPO AUXILIAR
Nesta caminhada que está só começando Dom Alberto não estará sozinho. Com a chegada do novo Bispo Auxiliar, monsenhor Teodoro Mendes Tavares, o trabalho será ainda mais intenso. "Minha expectativa, eu já falei a ele, é que nós possamos trabalhar juntos pelo bem do povo de Deus. É uma alegria grande porque fiz o pedido e rapidamente fui atendido. Espero que possamos servir mais e melhor o povo".
FUNDAÇÃO NAZARÉ
Dom Alberto Taveira Corrêa acredita no trabalho de evangelização através dos meios de comunicação. Para a Fundação Nazaré de Comunicação (FNC), ele diz que seu desejo é alcançar cada vez mais pessoas, por isso, atualmente, o objetivo é melhorar tecnicamente, para prestar melhor e da mais adequada forma o serviço. "Nosso desejo é alcançar a parte técnica e cada vez mais aprimorar a programação para o anúncio do Evangelho através dos meios de comunicação".
Para o Arcebispo, os meios de comunicação da Arquidiocese de Belém são instrumentos preciosos para propagar o anúncio da boa nova do Evangelho. "Esse é um presente que Deus deu à nossa Igreja, uma graça especial de poder estar com todos ao mesmo tempo. Essa foi uma das experiências mais bonitas que Deus me proporcionou, de ter em mãos instrumentos tão eficazes". 
 
Fonte: Fundação Nazaré     
O cego de nascença e a Luz de Deus
 
Raul Monteiro, raulmont_72@hotmail.com
Evangelho do 4º Domingo da Quaresma
João 9, 1-41   

No 4º Domingo da Quaresma o Evangelho relata que Jesus encontra um cego de nascença e os apóstolos perguntam-Lhe: - Quem foi que pecou para este homem ter nascido cego? Ele, ou os seus pais?  Jesus lhes respondeu: - Nem pecou ele, nem os seus pais, mas isto aconteceu para nele se manifestarem as obras de Deus. Temos de realizar as obras daquele que me enviou enquanto é dia. Vem aí a noite em que ninguém pode atuar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Dito isto, cuspiu no chão, fez lama com a saliva, ungiu os olhos do cego com a lama e disse-lhe: - Vai, lava-te na piscina de Siloé, que quer dizer Enviado. Ele foi, lavou-se e então o cego que nunca viu passa a enxergar.
Assim, nesse maravilhoso milagre de Jesus, cumpriam-se também as profecias sobre Aquele que viria, e daria vista aos cegos, audição aos surdos e fala aos mudos. Aquele que faria paralíticos andar e mortos ressuscitar. O tão esperado Enviado de Deus que resgataria o seu povo.
A cura milagrosa que Jesus efetuou a esse cego de nascença, igualmente despertou a indignação dos inimigos de Jesus com respeito a esse milagre. Os fariseus, que se consideravam superiores a outros, exclusivistas no reino de Deus, rejeitam Jesus como o Messias todo-poderoso, como o Filho de Deus e Salvador; rejeitam igualmente o milagre da cura efetuada ao cego, bem como o próprio cego.
Ainda hoje, muitos, quantos até mesmo entre os que se denominam cristãos, se identificam intimamente com os fariseus do tempo de Jesus. Muitos não reconhecem seu estado de pecadores perdidos e condenados, não sentem a necessidade de um Salvador em suas vidas; continuam em trevas espirituais e rumando para a perdição eterna.
O cego do Evangelho é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da 'luz', prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida.
Os inimigos de Jesus apresentam traços da verdadeira cegueira, que realmente afeta o ser humano e o destrói - a cegueira espiritual. Não reconhecem a enfermidade que os corrói; não vêem necessidade de cura de seu mal e rejeitam o Único que lhes pode curar, Jesus Cristo.
A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo.
Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de 'cegueira' e frustraram o projeto de Deus. A missão de Jesus é destruir essa "cegueira", libertar o homem e fazê-lo viver na 'luz'. Trata-se de uma nova criação.
Assim, da ação de Jesus irá nascer um Homem Novo, libertado do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude.
A cura do cego de nascença nos toca de perto, porque em certo sentido todos somos cegos de nascença. O próprio mundo nasceu cego.
Ver é um milagre, só que não lhe damos atenção porque estamos acostumados. Eis aí então que Deus às vezes atue de forma repentina, extraordinária, a fim de sacudir-nos de nosso supor e tornar-nos atentos. É o que fez na cura do cego de nascença e de outros cegos no Evangelho.
O cego do Evangelho crê; adora o Salvador Jesus, testemunha do seu grande amor. O amor de Jesus fez nascer no coração do ex-cego uma resposta: gratidão, adoração e testemunho.   
Que Deus continue nos enriquecendo com a sua graça de modo que possamos também responder ao Seu amor com a nossa vida de gratidão, serviço e testemunho. 
 
Fonte: Modernas Reflexões          
Eu sou a luz do mundo
 
Dom Alberto Taveira Corrêa, domalberto@fundacaonazare.com.br
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ao professar a fé cristã, os homens e mulheres de nosso tempo nele descobrem a fonte de vida e de graça e ao mesmo tempo a referência para o comportamento nas diversas circunstâncias. Ele passou fazendo o bem, tem palavras "de vida eterna", expressa os sentimentos humanos de forma inigualável, acolhe crianças, enfermos, pecadores de todos os tipos, visita, dialoga, cura, ama. Ninguém passa em vão ao seu lado.
Durante a vida pública, Jesus esteve algumas vezes em Jerusalém, sendo a última delas para sua entrega definitiva, quando deu livremente sua vida para morrer e ressuscitar. O Evangelho de São João descreve magistralmente o clima da última e definitiva viagem. Jesus vai a Jerusalém e participa de festas rituais dos judeus (Jo 7-12) e permanece nos arredores da cidade santa. O clima é tenso e o leitor se sente envolvido num verdadeiro tribunal, montado para condenar a Jesus. Interferem testemunhas, o próprio Senhor chama em causa as obras realizadas e a ação do Pai do Céu, o seu Pai. "O Pai e eu somos um!" (Jo 10, 30). O conflito está armado! Sua visita a Betânia, quando faz voltar à vida seu amigo Lázaro, será o cume e desencadeará a decisão de levá-lo à morte (Jo 11, 47-57)
É neste ambiente que Jesus conta a parábola do Bom Pastor, acolhe com misericórdia a mulher adúltera, proclama-se Luz do mundo, cura o cego de nascença, vai duas vezes a Betânia e entra triunfalmente em Jerusalém.
Acompanhemos Jesus em seu encontro com o Cego de nascença (Jo 9, 1-41). Perto do cego estão seus pais, aparecem os fariseus que representam os verdadeiros cegos que não querem ver, os discípulos, os vizinhos e a opinião do povo que testemunhou o milagre. O enfermo não pede nada. É Jesus que "vê" o cego de nascença. Os discípulos tomam a palavra, com a pergunta sobre o sofrimento, mas o cego está calado. Mesmo se a mentalidade corrente liga a cegueira do homem ao pecado, Jesus mostra que ela indica a situação humana. Todos nós somos cegos desde o nascimento, todos somos doentes e de tal forma que nem temos força para invocar quem pode salvar-nos.
É o médico que toma a iniciativa. Seus gestos remontam à primeira criação. Volta à cena a terra e o barro da criação do mundo. Para que o ser humano possa ver, é necessária uma recriação! E Jesus manda o homem se lavar, e este obedece, diferente de Adão, que desobedeceu. O homem que antes não conhecia Jesus vive seu ato de fé. Dele nasce a sabedoria que vem do alto, pois sabe dar glória a Deus com suas palavras e com a adoração. Com esta sabedoria, ele responde às interrogações das autoridades. Quem dá glória a Deus e adora "sabe diferente".
A humanidade, representada pelas pessoas envolvidas nos acontecimentos, onde o "pecado do mundo" se manifesta, procura uma resposta para o mistério da cegueira e do mal, o mistério do pecado. Existe uma ignorância coletiva representada pelo próprio cego, seus familiares e outros que o conheciam. Mas existe também a ignorância dos que não querem ver. Querem culpar uns e outros, sem saber se é pessoal ou coletiva a responsabilidade pelo mal do mundo! Só o encontro pessoal com Jesus Cristo pode iluminar a situação e libertar do pecado pessoal e comunitário. Acreditando em Jesus Cristo, luz do mundo, o cristão se torna filho da Luz, neutraliza com sua vida o pecado do mundo e pode irradiar nas trevas desse mundo a luz da verdade!
É pouco a pouco que o cego de nascença e todos os cegos, entre os quais nos incluímos, conhecem Jesus. Primeiro é reconhecido como homem (Jo 9, 11), depois como profeta (Jo 9, 17) e enfim como Messias (Jo 9, 36-38). Na palavra e nas ações de Jesus, na sua pessoa, encontramos a salvação pessoal e coletiva da cegueira que envolve a humanidade. Jesus salva sendo a Luz do mundo!
Até hoje nos deparamos com situações conflitivas e tocamos nas bordas do impossível, mesmo com todos os recursos oferecidos pela ciência e pela técnica. De um lado, aprendemos muito quando levados a acolher os próprios limites. Nem sempre temos soluções para tudo e nem por isso somos fadados à infelicidade. Mas as interrogações são mais profundas quando tocam no sentido da vida. Só no encontro pessoal com Jesus Cristo homem, profeta, Messias, Filho de Deus, Salvador, é que os olhos se abrirão para a luz da verdade. Não há que temer apresentar-lhe todos os nossos questionamentos, dos quais não tem medo. As soluções para o impossível não serão mágicas, mas profundamente humanas e magnificamente divinas!