III ENEM DA LEGIÃO DE MARIA
DIA 11 DE MARÇO DE 2012, SERÁ REALIZADO O ENEM LEGIONÁRIO, EVENTO NO QUAL OS LEGIONÁRIOS SÃO SUBMETIDOS A UM TESTE QUE VERSA SOBRE O MANUAL OFICIAL DA LEGIÃO.
ESTE EVENTO SERÁ REALIZADO NA CAPELA NS DAS GRAÇAS, NO RIACHO DOCE, AS 9:30 TODOS OS LEGIONÁRIOS ESTÃO CONVIDADOS.
SALVE , MARIA!!!
Este Blog foi criado com o objetivo de divulgar a Legião de Maria pela Internet. A Legião de Maria é um movimento muito bonito que há na Igreja Católica, pois Evangelizamos as pessoas através das visitas domiciliares.
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sábado, 10 de março de 2012
Purificação
| Data: 06/03/2012 Fonte: Dom Alberto Taveira |
| Purificação |
Dom Alberto Taveira
Da Igreja se diz que sempre pode ser reformada e renovada. Verdadeiras transformações são realizadas em seu seio, muito mais pela santidade de seus filhos do que por eventuais projetos de transformação, ainda que estes sejam necessários, na justa medida e no realismo de seus encaminhamentos. A santidade presente na Igreja é prova de que nela habita seu esposo, que a amou e se entregou por ela, para torná-la santa e perfeita. À santidade que é dom descido do Céu, pela ação do Espírito Santificador, derramado abundantemente em todas as épocas da história, deve corresponder o esforço humano, que se expressa na prática da virtude em todos os seus membros.Arcebispo Metropolitano de Belém O povo de Deus recebeu, através de Moisés, a perfeição da lei (Ex 20, 1-17). Um santo orgulho era cultivado por todos, por saberem ter, no decálogo, o que existe de melhor para toda a humanidade. No entanto, muitas vezes aqueles que tinham sido escolhidos com tamanha gratuidade e generosidade se tornaram um povo de cabeça dura, infiéis aos preceitos do Senhor, profanando a santidade com a qual tinham sido escolhidos. A este povo foram enviados continuamente os profetas, que anunciavam a misericórdia e o perdão e, ao mesmo tempo, denunciavam as falhas das sucessivas gerações. Nem sempre foram bem acolhidos, alguns morreram testemunhas da verdade, mas todos eles, quando verdadeiros profetas, iluminaram com sabedoria a prática religiosa. Profeta é aquele que fala diante dos outros com clareza, ou aquele que põe à disposição de Deus a sua fala, para que Deus se dirija ao povo. Jesus, que é profeta e mais do que profeta, encontra pecadores e os perdoa, acolhe publicanos e prostitutas, cura as doenças do corpo e da alma. Seus gestos proféticos, como a purificação do templo (Jo 2, 13-15), expressam o zelo amoroso e forte de Deus que o devora por dentro. O verdadeiro templo, edificado por Deus e reedificado após a morte redentora em três dias, na ressurreição, é o próprio Cristo. Está agora presente em toda parte. Seu amor salvador é destinado a todos os homens e mulheres de todos os tempos. Dali para frente, Jesus atrai todas as gerações. O ponto de chegada, Nova Jerusalém, abre-se como espaço acolhedor, casa de oração para todos os povos, abraço amigo em que, começando dos mais distantes, todos podem ser recebidos. Templo a ser purificado são também os corações e os corpos de todos os homens e mulheres que professam a fé. Deixando o Senhor entrar em suas casas e em suas almas, proclamem um tempo de conversão, deixem-se tocar pela palavra da penitência e se voltem de novo para Deus. Ressoe o pregão quaresmal incansavelmente em nossas ruas e casas! Nossa geração precisa também ser purificada e acolher o convite a uma renovação de vida. O “chicote” da verdade, que fere e cura a ferida, é-nos de novo oferecido como dom. Quem se submete à Palavra de Deus entenderá a dureza da palavra da verdade, que ao mesmo tempo cauteriza todos os machucados. Caia o orgulho de Babel, terra da confusão, desmorone-se a grande Babilônia, cidade que quer se edificar sem Deus! Caiam e renasçam renovadas e purificadas as estruturas humanas construídas sobre os fundamentos do egoísmo. Sejam expulsos dos pátios dos templos e dos espaços abertos nos corações os negócios ilícitos. Seja extirpada a mentira do coração e da fala! A profanação do sagrado seja superada e a vida dos cristãos seja o desagravo por todo o desrespeito reinante. O descaso pela vida seja curado, a saúde se difunda sobre a terra! Para chegar lá, a purificação dos templos e dos corações ilumine os passos de todos os cristãos, para que eles sejam fermento de novos valores nas estruturas do mundo. Superando o denuncismo fácil, sejam construtores e companheiros de tantas pessoas de boa vontade, para edificar juntos as desejadas estruturas diferentes na sociedade. Sejam eles próprios homens e mulheres de tamanha capacidade de relacionamento, que arrebanhem, mesmo no silencio, multidões de pessoas. O que não pode faltar, neste tempo da Quaresma, é o engajamento de todos no projeto de um mundo diferente. Seu início ocorre nos corações, pelo que havemos de pedir confiantes: “Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia” (Oração do dia no III Domingo da Quaresma). |
domingo, 4 de março de 2012
A melhor catequese: uma liturgia bem celebrada Frei José Ariovaldo da Silva, ofm ariovaldo@itf.org.br Mestre em Sagrada Liturgia Professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis-RJ Mestre em Sagrada Liturgia Professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis-RJ Sendo a liturgia uma preciosa "fonte da Catequese", um "lugar privilegiado de educação da fé", como proclama o Diretório Nacional de Catequese" , ou ainda, sendo ela "a santa mistagogia permanente da Igreja", como a define o teólogo liturgista Tommaso Federici , isso deve aparecer na própria maneira como é celebrada. Caso contrário, é como se os canais ficassem entupidos e a fonte estagnada. A beleza encantadora e contagiante do mistério escondido nos ritos e nos símbolos deve poder expressar-se com toda a sua pujança, naturalmente educadora, na maneira como os ritos e símbolos são trabalhados . A harmonia dos ritos, das vestes litúrgicas, da decoração e do espaço litúrgico, tudo isso educa para o sentido do mistério e sua repercussão para a vida concreta. Igualmente importante "é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores litúrgicas dos paramentos. Com efeito, a liturgia, por sua natureza, possui tal variedade de níveis de comunicação que lhe permitem cativar o ser humano na sua totalidade" . O Diretório Nacional de Catequese fala da necessidade de "liturgias vivas e dinâmicas" :vivas, porque expressam a vida de Jesus mergulhada nos acontecimentos de nossa vida, e vice-versa; dinâmicas, porque celebradas na força (dynamis) do Espírito, isto é, com espiritualidade. Espaço litúrgico O próprio espaço litúrgico, quando, pela beleza de sua forma arquitetônica, pela harmonia de sua disposição interna (altar, mesa da Palavra, espaço da assembleia, cadeira da presidência, fonte batismal etc.) e sua iconografia, tudo em "nobre simplicidade" (cf. SC 34), quando assim se cria o ambiente próprio para os fiéis se sentirem de fato "igreja", assembleia celebrante, pedras vivas do templo (cf. 1Pd 2,5), e poderem participar ativamente da celebração dos mistérios da fé, especialmente a Eucaristia, então o espaço goza de significativa força catequética: o espaço educa a uma fé que se traduz em espiritualidade comunitária. Para tanto, como orientam as Diretrizes Gerais para a ação Evangelizadora no Brasil (2008-1010), da CNBB, "o espaço (litúrgico) deve ser funcional, favorecer o encontro entre as pessoas e o encontro com Deus, e ser sinal do mistério que ali se celebra". Sua arte, arquitetura, disposição e ornamentação a serviço da liturgia "contribuem para que a Igreja celebre e se manifeste como povo sacerdotal, ministerial, congregado e convocado pelo Senhor Jesus. A beleza, a dignidade e simplicidade do espaço devem estar em sintonia com a beleza do Mistério pascal de Cristo" . Se há um "lugar" profundamente modelador de todo um imaginário, uma identidade, uma interioridade e postura cristã de uma comunidade é o espaço em que ela frequenta. Dependendo do espaço litúrgico, assim vai ser em grande parte a fé e espiritualidade da comunidade: mais ou menos comprometida com o projeto de Deus, mais ou menos alienada Dele; mais ou menos unida neste projeto, mais ou menos dividida por interesses egoístas. Música litúrgica O mesmo vale para o canto e música, criteriosamente escolhidos, correspondendo ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos.Como parte integrante e significativa da ação ritual, "ela tem a especial capacidade de atingir os corações e, como rito, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado. Para isso, ela precisa estar intimamente vinculada ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico. Vale dizer, sua função ritual deve estar organicamente inserida no contexto da grande tradição bíblico-litúrgica da Igreja, bem como da vida e da cultura da comunidade celebrante". Assim, expressando em vibrações sonoras o mistério que a liturgia celebra, a música verdadeiramente litúrgica leva o coração da comunidade a bater no compasso do coração amoroso de Deus e, assim, faz com que todos se juntem e se unam no grande mutirão cristão em favor da verdade e da vida, da santidade e da graça, do amor e da paz . Proclamação da Palavra de Deus A proclamação da Palavra de Deus na liturgia , quando feita por leitores bem preparados e com a consciência de que, "quando na igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o seu Evangelho" , tal proclamação tem um imenso poder educativo da fé, pois faz com que a assembleia, ao ouvir a Palavra, viva uma profunda experiência do mistério de Deus. A maneira de proclamar a Palavra é o que mais move e convence. Como ensina a Igreja: "O que mais contribui para uma adequada comunicação da palavra de Deus à assembleia por meio das leituras, é a própria maneira de proclamar dos leitores, que devem fazê-lo em voz alta e clara, tendo conhecimento do que lêem" . Por quê? Porque, assim, fazemos a experiência de ouvir não mais um texto apenas, mas alguém em pessoa, um amigo que nos fala, nos confia seu segredo . Continua na próxima edição.
| A melhor catequese: uma liturgia bem celebrada |
Frei José Ariovaldo da Silva, ofm
ariovaldo@itf.org.br
Mestre em Sagrada Liturgia
Sendo
a liturgia uma preciosa "fonte da Catequese", um "lugar privilegiado de
educação da fé", como proclama o Diretório Nacional de Catequese" , ou
ainda, sendo ela "a santa mistagogia permanente da Igreja", como a
define o teólogo liturgista Tommaso Federici , isso deve aparecer na
própria maneira como é celebrada. Caso contrário, é como se os canais
ficassem entupidos e a fonte estagnada. A beleza encantadora e
contagiante do mistério escondido nos ritos e nos símbolos deve poder
expressar-se com toda a sua pujança, naturalmente educadora, na maneira
como os ritos e símbolos são trabalhados .Professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis-RJ Mestre em Sagrada Liturgia Professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis-RJ A harmonia dos ritos, das vestes litúrgicas, da decoração e do espaço litúrgico, tudo isso educa para o sentido do mistério e sua repercussão para a vida concreta. Igualmente importante "é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores litúrgicas dos paramentos. Com efeito, a liturgia, por sua natureza, possui tal variedade de níveis de comunicação que lhe permitem cativar o ser humano na sua totalidade" . O Diretório Nacional de Catequese fala da necessidade de "liturgias vivas e dinâmicas" :vivas, porque expressam a vida de Jesus mergulhada nos acontecimentos de nossa vida, e vice-versa; dinâmicas, porque celebradas na força (dynamis) do Espírito, isto é, com espiritualidade. Espaço litúrgico O próprio espaço litúrgico, quando, pela beleza de sua forma arquitetônica, pela harmonia de sua disposição interna (altar, mesa da Palavra, espaço da assembleia, cadeira da presidência, fonte batismal etc.) e sua iconografia, tudo em "nobre simplicidade" (cf. SC 34), quando assim se cria o ambiente próprio para os fiéis se sentirem de fato "igreja", assembleia celebrante, pedras vivas do templo (cf. 1Pd 2,5), e poderem participar ativamente da celebração dos mistérios da fé, especialmente a Eucaristia, então o espaço goza de significativa força catequética: o espaço educa a uma fé que se traduz em espiritualidade comunitária. Para tanto, como orientam as Diretrizes Gerais para a ação Evangelizadora no Brasil (2008-1010), da CNBB, "o espaço (litúrgico) deve ser funcional, favorecer o encontro entre as pessoas e o encontro com Deus, e ser sinal do mistério que ali se celebra". Sua arte, arquitetura, disposição e ornamentação a serviço da liturgia "contribuem para que a Igreja celebre e se manifeste como povo sacerdotal, ministerial, congregado e convocado pelo Senhor Jesus. A beleza, a dignidade e simplicidade do espaço devem estar em sintonia com a beleza do Mistério pascal de Cristo" . Se há um "lugar" profundamente modelador de todo um imaginário, uma identidade, uma interioridade e postura cristã de uma comunidade é o espaço em que ela frequenta. Dependendo do espaço litúrgico, assim vai ser em grande parte a fé e espiritualidade da comunidade: mais ou menos comprometida com o projeto de Deus, mais ou menos alienada Dele; mais ou menos unida neste projeto, mais ou menos dividida por interesses egoístas. Música litúrgica O mesmo vale para o canto e música, criteriosamente escolhidos, correspondendo ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos.Como parte integrante e significativa da ação ritual, "ela tem a especial capacidade de atingir os corações e, como rito, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado. Para isso, ela precisa estar intimamente vinculada ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico. Vale dizer, sua função ritual deve estar organicamente inserida no contexto da grande tradição bíblico-litúrgica da Igreja, bem como da vida e da cultura da comunidade celebrante". Assim, expressando em vibrações sonoras o mistério que a liturgia celebra, a música verdadeiramente litúrgica leva o coração da comunidade a bater no compasso do coração amoroso de Deus e, assim, faz com que todos se juntem e se unam no grande mutirão cristão em favor da verdade e da vida, da santidade e da graça, do amor e da paz . Proclamação da Palavra de Deus A proclamação da Palavra de Deus na liturgia , quando feita por leitores bem preparados e com a consciência de que, "quando na igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o seu Evangelho" , tal proclamação tem um imenso poder educativo da fé, pois faz com que a assembleia, ao ouvir a Palavra, viva uma profunda experiência do mistério de Deus. A maneira de proclamar a Palavra é o que mais move e convence. Como ensina a Igreja: "O que mais contribui para uma adequada comunicação da palavra de Deus à assembleia por meio das leituras, é a própria maneira de proclamar dos leitores, que devem fazê-lo em voz alta e clara, tendo conhecimento do que lêem" . Por quê? Porque, assim, fazemos a experiência de ouvir não mais um texto apenas, mas alguém em pessoa, um amigo que nos fala, nos confia seu segredo . . |
Homilia missa de Quarta-feira de Cinzas
| Homilia missa de Quarta-feira de Cinzas |
| Caríssimos
irmãos e irmãs presentes em nossa Sé Catedral e todos os que de suas
casas nos acompanham pelos meios de comunicação da nossa Arquidiocese,
através da Fundação Nazaré de Comunicação. Somos embaixadores, em nome de Jesus, convidando todos os homens e mulheres a reconciliação. É a palavra do Apóstolo São Paulo, na segunda leitura que nós ouvimos. Na primeira leitura, o profeta Joel, em nome de Deus, fazia uma convocação de uma assembleia; chamava a penitência, a conversão. E Jesus, no Evangelho, diante da praticam religiosa corrente em seu tempo, propõem uma purificação da mesma prática; um jeito novo de viver a oração, a esmola e o jejum; propõem uma forma nova das pessoas viverem. Mas diante de tantos convites, eu quero, com você, fazer uma pergunta: eu preciso converter-me? A palavra conversão não é para aquelas pessoas que eventualmente estiverem afastadas: eu não faço parte da Igreja, eu não sou bispo, padre ou diácono, eu não sou católico desde sempre. Por que falar em conversão? Primeiro motivo: cada um de nós conhece a sua própria história. E penso que todos os irmãos e as irmãs que se encontram aqui presentes, ou que nos acompanham de casa, experimentam também em sua própria vida, o que o Apóstolo São Paulo falou a seu próprio respeito: “não consigo fazer o bem que quero, e faço o mal que eu não quero”. O primeiro motivo é quando eu olho no espelho da Palavra de Deus e percebo que efetivamente nem sempre consigo fazer o bem que desejo. Caríssimos irmãos e irmãs, o mistério do mal nos desafia. E não adianta pretender enganar-se para dizer eu não preciso, eu não seu, eu não tenho necessidade de conversão. Nós tocamos em nós mesmo este mistério do mal. Eu quero perguntar junto com você. Quando você vê que praticou o mal. Quando viu que pecou. Por acaso o pecado tem lógica? Quando a gente descobre que praticou o mal. Quando você descobre que esta maldade tomou conta do seu coração ou do meu. E você diz a si mesmo: eu sabia o que era o certo e fiz o errado. Dá vontade de dá uma cabeçada, né? Este é o primeiro motivo de conversão. Basta olhar, não em qualquer espelho, mas para o espelho da Palavra de Deus e tomar consciência de que nós precisamos de conversão. Eu preciso de conversão. Há outros motivos que nos provocam. Nesses dias, eu tenho refletido muito; hoje mesmo conversávamos Dom Teodoro, Dom Vicente Zico e eu, um fenômeno gravíssimo que se espalha em nosso ambiente: a absoluta desvalorização da vida. Queridos irmãos e irmãs, eu tenho certo receio da gente abrir as páginas policiais dos jornais e não se assustar com elas. Absoluta desvalorização, depreciação da vida. Como se desvaloriza a vida em nosso ambiente. Como é considerada como um lixo. Todo o tipo de morte, crimes, assassinatos bárbaros que são cometidos a cada dia e parece que gente faz “ouvido de mercador”, porque essas notícias entram por um ouvido e saem por outro, pois ficamos absurdamente acostumados com a maldade. Caríssimos irmãos e irmãos, esta sociedade, ou estas pessoas que a constituem, vocês e eu, efetivamente precisamos de conversão. Não farei aqui uma lista de todas das mazelas sociais que nos cercam. Vocês as conhecem. Mas se eu apenas acenar a constatação que a Campanha da Fraternidade faz. Por que fazer uma campanha dizendo: “A saúde se difunda sobre a terra”, baseado no Livro de Eclesiástico, capítulo 38, versículo 8. Hoje me perguntaram por que a Igreja escolheu este tema. Não se trata simplesmente de refletir sobre a questão do doente, do enfermo; já tivemos outra Campanha da Fraternidade sobre isso. Mas neste ano, queremos dar nossa contribuição para que melhore a saúde pública, o atendi mento as pessoas que são enfermas, as que precisam de tratamento, medicação. Temos, teoricamente, um Sistema Único de Saúde fabuloso, mas sabemos que ele ainda não atingiu a todas as pessoas e que existe uma multidão imensa de pessoas que têm necessidades graves. Reconhecemos sim os esforços feitos pelas autoridades e a igreja que dizer: podemos ajudar? Podemos dar nossa contribuição para refletir, para motivas, para fazer nossa parte? E assim poderíamos lembrar tantas e tantas situações em nosso tempo. Para dizer, como acenava no princípio: eu, você, a sociedade, o mundo, as cidades, o Estado, o país: precisamos de conversão. Falar em conversão não é falar em alguma coisa já passada. É extremamente atual dizer: estejamos dispostos a uma mudança de vida. A Igreja sempre usou três instrumentos que servem para a pessoa mudar de vida. A primeira palavra é conversão. Mas a Igreja sempre usou instrumentos que vem a sagrada escritura e da prática religiosa, como também como em outras religiões. Oração: eu sozinho não sou capaz de me converter. Volta o Apóstolo São Paulo que diz: foi me dado um espinho da carne e eu pedi que o Senhor que me livrasse. E Ele disse: basta-te a minha graça porque a minha força se manifesta na fraqueza. Precisamos pedir o perdão a Deus. A oração, os sacramentos, especialmente o sacramento da Penitência. Que pena quando as pessoas não se confessam mais. Já disse, em outras ocasiões, que as pessoas não se confessam, mas acabam desabafando, às vezes com um profissional da área de psicologia, e existem muitos competentes; ou às vezes com uma pessoa amiga, porém lhes falta alguém que possa dizer: “eu lhes absorvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Isso acontece com o sacramento. Quer mudar? Quer ser melhor? Busque mais o sacramento da Penitência. A reconciliação. Hoje nosso Senhor falava das pessoas que rezavam para aparecer. Não precisamos rezar para mostrar para os outros, mas precisamos, sim, da oração, dos sacramentos e dos gestos que expressam essa mudança. Outra manifestação religiosa é a caridade, é a fraternidade. Em qualquer religião, muito mais no cristianismo, quem diz seu sim bonito a Deus começa a amar o seu próximo. É conseqüência imediata de nossa sua fé cristã desejar amar e servir o próximo. Exercício de caridade, de fraternidade durante o tempo da Quaresma. Relacionamento com Deus: oração. Relacionamento com o próximo: caridade. Relacionamento consigo mesmo: jejum, abstinência, mortificação. Muitas vezes nós cristãos perdemos o sentido do jejum e tem tanta gente que o redescobre no seu valor de educação dos próprios sentidos, de equilíbrio da própria vontade, da saúde. Meus Deus a Igreja descobriu isso a tanto tempo: propondo que as pessoas não comam a carne durante a Quaresma. Hoje ter dois dias de abstinência de carne, hoje e na Sexta-feira Santa, algumas pessoas se escandalizam, como se a igreja tivesse colocado um peso imenso. E ao lado da gente há pessoas que estão fazendo por serem vegetarianas ou por outros motivos e não morrem. E se equilibram e se sentem bem; e nós temos os motivos religiosos para fazê-lo. Mas a igreja deixa também muito a nossa liberdade, para que saibamos escolher e buscar aquilo que contribui para a educação da nossa vontade. Gestos de religião: o jejum, a oração e a caridade. Daqui a pouco nós faremos um gesto. O gesto das cinzas em nossa cabeça. Ninguém venha receber as cinzas por causa do carnaval. Só venha receber as cinzas se você quer fazer Páscoa, se quer dizer com seu gesto, porque ela não muda nada em você se o seu coração não estiver pronto a mudar. Só venha receber as cinzas se dentro do seu coração estiver uma disposição: “eu quero fazer uma estrada de conversão. Por isso, é que eu deixo o sacerdote, o bispo, o diácono, passar as cinzas em minha cabeça ou na minha testa para dizer: sem Deus eu viro pó da terra”. Ao receber-mos as cinzas, quem vai impô-la sobre nossa cabeça vai dizer: “convertei-vos e crede no Evangelho” ou então “lembra-te que és pó e ai pó vais voltar”. É um gesto piedoso, expressivo e bonito, mas precisa primeiro que o coração esteja bem disposto, bem preparado. É o convite que faço a todos ao participar-mos ágora deste gesto de bênção e imposição das cinzas sobre nossas cabeças. |
O Dia da Salvação
| Data: 24/02/2012 Fonte: Dom Alberto Taveira |
| O Dia da Salvação |
Dom Alberto Taveira
Arcebispo Metropolitano de Belém
Sendo
Mãe e Mestra, a Igreja quer conduzir os fiéis ao crescimento na
experiência do seguimento de Cristo. A Liturgia nos faz percorrer um
caminho em direção à meta, sempre para frente, sempre mais alto.
Aprendemos do Senhor que “quem pega no arado e olha para trás, não está
apto para o Reino de Deus” (Lc 9, 62). A Quaresma que começa será uma
nova aventura, com novas descobertas, para que a vida de homens e
mulheres renovados no Espírito Santo seja de novo e sempre mais
oferecida ao nosso tempo. Nunca é demais dar novos passos, descobrir
caminhos de crescimento e renovação de vida.
Os cristãos querem celebrar na Páscoa a graça de terem sido batizados, mergulhados na morte e ressurreição de Cristo, para serem homens e mulheres renovados. Sabem que são limitados e frágeis como todas as outras criaturas humanas. A humildade com a qual celebram este tempo seja sinal também para um mundo extremamente machucado, no qual estão inseridos e compartilham com os outros a maravilhosa aventura da vida. Jesus permaneceu no deserto por quarenta dias (Mc 1,12-15), no início de seu ministério. Ali enfrentou e venceu a tentação. Em seguida, foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus e convidando à conversão. Sabemos que Ele é Senhor da vida e Salvador do mundo. A todos é oferecida a estrada da salvação, no meio dos embates da existência, tantas vezes semelhante a um dilúvio que arrasta tudo (cf. Gn 9,8-15) ou nos desertos da existência, quando a tentação nos assalta. A oportunidade é oferecida, mas há de ser acolhida no mistério da liberdade humana. Deus impõe nada! Antes, oferece gratuitamente o caminho da realização e da felicidade. Saber-se destinatário da salvação é descobrir-se feito para a felicidade e não para a perdição. Daí o primeiro olhar de Quaresma, com o qual queremos incluir a todos, para sermos “embaixadores de Cristo” (cf. 2 Cor 5,20-6,2). Em nome dele, todos os cristãos sejam portadores do convite à reconciliação com Deus, sendo seus colaboradores e missionários. Quem quer viver conosco a Quaresma aceite ir ao encontro dos outros, superando barreiras e vencendo distâncias, para levar a feliz notícia da salvação a todos. E salvação é oportunidade oferecida a cada um de nós. Olhar ao longe para descobrir destinatários da salvação nos faz contemplar, no espelho da Palavra de Deus a ser redescoberta com abundância na Quaresma, para os nossos próprios limites e pecados. O tempo da salvação começará com o encontro maravilhoso chamado Sacramento da Penitência. A Igreja quer chamar de novo homens e mulheres que eventualmente se tenham afastado da confissão a procurarem de novo a graça da proclamação pessoal do amor de Deus, a que todos têm direito, através do ministério dos sacerdotes. Quaresma é tempo de salvação para todos os que entrarem de novo na escola do autodomínio, equilíbrio dos próprios instintos, ou, se quisermos, com as palavras a serem redescobertas, tempo de jejum, abstinência, penitência. Cada pessoa escolha seu modo de exercitar-se no tempo da graça que chegou. Quaresma é tempo de salvação para os que descobrem que as feridas de nosso tempo são especialmente as do relacionamento. Começam entre as pessoas, para chegar às nações. Começar em casa o exercício da fraternidade, contribuir para que as estruturas da sociedade sejam aperfeiçoadas (“Que a saúde se difunda sobre a terra”)! Quaresma é tempo de salvação a ser suplicada a Deus, pois sabemos bem que não somos capazes de edificar sozinhos um mundo novo! “Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”. Assim reza a Igreja no início da Quaresma, apontando para o objetivo do tempo especial de exercício espiritual, iniciado na Quarta-feira de Cinzas. Assim propõe a Igreja a todos! |
Acenda a Luz!
| Data: 28/02/2012 Fonte: Dom Alberto Taveira |
| Acenda a Luz! |
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém
A Igreja reza
confiante na Quaresma: “Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho
amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que purificado
o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória”. Mas é
bem realista perceber que há muitos fatos e problemas que dificultam
nosso “olhar de fé”. Multiplicam-se notícias de atos violentos e um sem
número de crimes que nos deixam estarrecidos. Num hipotético campeonato
de violência e criminalidade, nossa Belém já está à frente de muitas
outras regiões do país. A vida é banalizada, mata-se quase por
brincadeira, o trânsito se torna caótico e violento. Nosso sistema se
saúde, dos melhores do mundo em sua concepção, não consegue se
universalizar. Ainda que nosso país experimente uma fase positiva de
crescimento econômico, persistem as desigualdades sociais e muitos dos
projetos pessoais desmoronam como castelos de areia. Já estamos pagando
muito caro pelas opções feitas pela sociedade, nas últimas gerações.
Como olhar com fé todas estas realidades e enfrentar os desafios que nos
cercam?
Deus não
arquitetou qualquer castigo para a humanidade, justamente porque Ele é
só Amor. Nós mesmos combinamos nossas terríveis armações e nos enredamos
de tal forma que se erguem verdadeiros becos sem saída, dificultando a
percepção dos rumos a serem percorridos. É como uma criança que ganhou
um enorme brinquedo, cheio de aparatos eletrônicos, sem dúvida
maravilhosos, mas não sabe o que fazer com ele. Falta um manual de
instruções! Parece-nos estar num túnel escuro, que muitos chegam a
chamar de noite da cultura contemporânea.
Mesmo em quadros
culturais diferentes, a natureza humana é sempre a mesma. Os primeiros
discípulos de Jesus também se assustavam com as surpresas do caminho
percorrido com ele. Carregavam consigo as esperanças de séculos, no
desejo sincero da chegada do Messias esperado. No entanto, justamente
aquele em quem aprenderam a depositar confiança parece-lhes misterioso
demais para sua frágil capacidade de compreensão. Dura foi a progressiva
percepção de que ir atrás dele exigiria passar pela escuridão da cruz e
da morte. Era-lhes escandalosa a perspectiva de que sofrimento faz
parte e é estrada para a realização plena de qualquer pessoa. O impasse
em que se encontravam gritava pela luz!
Alguns deles foram
escolhidos para subir a um alto monte, que a tradição localizou no
Tabor (Mc 9, 2-12), para entenderem o seu segredo. A atenção que lhes
deu Jesus era tanta que até quis cercar-se de testemunhas abalizadas,
Moisés e Elias, a lei e os profetas. Mais ainda, abriu-lhes o Céu,
permitindo-lhes ouvir o Pai do Céu: “Então desceu uma nuvem e os
encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho
amado. Escutai o que ele diz!” Viram a alvura da glória de Jesus, mais
bonita do que o trabalho da mais competente lavadeira do mundo. Ali, no
turbilhão de interpretações sobre Jesus, cercados pela perseguição e
incompreensão, deviam entender que Deus é o senhor da história e que a
saída tinha um nome, o de Jesus Cristo, o Filho amado a ser ouvido e
seguido. Tiveram que aprender quando desceram do monte, pois foram
obrigados ao silêncio, já que se tratava primeiro de viver do que falar.
Até hoje os
cristãos se vêem no mesmo impasse, pois inseridos nos mesmos desafios a
que estão sujeitos seus contemporâneos. A violência e a criminalidade
não pedem uma carteira de identidade religiosa, mas atingem a todos. As
perguntas pelo sentido da vida continuam a provocar! O que fazer com o
brinquedo que temos nas mãos, sabendo que dentro dele pode estar uma
bomba relógio?
O “manual de
instruções” diz que há que se arriscar no seguimento de alguém, cujo
nome é Jesus Cristo. Comece por ir atrás dele, apostando na imensa
legião de testemunhas, pessoas que passaram pelo vale da sombra da morte
ou que foram conduzidas aos píncaros da contemplação de seu amor. Com o
tempo, a compreensão do sentido da existência acontece. Mas é preciso
começar com a vida e com o coração. A noite da cultura é em grande parte
fruto das pretensões que quem quer ser, com a própria cabeça, dono do
mundo. Uma boa dose de simplicidade infantil e de gratuidade fará bem a
todos.
Pessoas assim
serão capazes de dar o primeiro passo. Nos quartos escuros da
existência, levantar-se para acender a luz acaba desfazendo os pequenos
ou grandes fantasmas. E mais ainda quando tomamos a iniciativa de
oferecer a luz do afeto, o carinho do elogio, a valorização do bem,
mesmo pequeno, que as pessoas sabem fazer. E se no mar de maldade
existente pudermos ir ao encontro da humanidade desfigurada, para
descobrir que ninguém foi feito para a perdição? Olhar ao redor e
perceber que há uma nuvem (Mc 9,7), símbolo da ação misteriosa do
Espírito Santo, na qual podemos entrar para ouvir a voz do Pai do Céu!
Homens e mulheres
de nosso tempo poderão oferecer o que têm de melhor, parecidos com
Abraão, sem medo de dar a Deus o próprio filho (Gn 22,1-18). Só assim
Deus poderá desfazer a triste lógica dos sacrifícios humanos que
persistem até hoje. E seu amor foi tão grande que aceitou entregar seu
Filho amado (Rm 8,31-34), permitindo-lhe entrar com amor infinito lá
dentro da lógica irracional da maldade, para resgatar todos os homens e
mulheres que, escravos do pecado, clamam por salvação. Com sua graça e
seguindo o rastro deixado por ele, a luz se acende! Na grande cidade ou
na grande humanidade, rostos transfigurados poderão emergir até das
cinzas! A beleza e a bondade para as quais a humanidade foi criada virão
à tona.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Evangelho segundo São Lucas 11,29-32
Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração má.
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012.
SANTO DO DIA: Santo Osvaldo, Bispo, Monge
Primeira leitura: Jonas 3,1-10
Leitura da Profecia de Jonas:
1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2"Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar". 3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: "Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída". 5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza. 7Em seguida, fez proclamar, em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: "Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer". 10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal, que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.
Leitura da Profecia de Jonas:
1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2"Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar". 3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: "Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída". 5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza. 7Em seguida, fez proclamar, em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: "Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer". 10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal, que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
- Graças a Deus
SALMO 51
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do
pecado, e apagai completamente a minha culpa!
R: Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
- Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa
face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
R: Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
- Pois não são de vosso agrado os
sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é
minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
R: Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,29-32
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo, 29quando as multidões se
reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: "Esta geração é
uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a
não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal
para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.
31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os
homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra
distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do
que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão
juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram
quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que
Jonas".
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Pedro Crisólogo
(c. 406-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja - Sermão 37; PL 52, 304-306
(c. 406-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja - Sermão 37; PL 52, 304-306
O sinal de Jonas
Toda a história de Jonas no-lo revela
como uma prefiguração perfeita do Salvador. [...] Jonas desceu a Jafa
para apanhar um barco com destino a Tarsis [...]; o Senhor desceu do céu
à terra, a divindade à humanidade, a Potestade soberana desceu até à
nossa miséria [...], para embarcar no navio da Sua Igreja [...].
É o próprio Jonas que toma a
iniciativa de se deitar ao mar: «Pegai em mim e lançai-me ao mar»;
anuncia, assim, a paixão voluntária do Senhor. Quando a salvação de uma
multidão depende da morte de um só, essa morte está nas mãos do homem
que tem o poder de a atrasar, ou, pelo contrário, de a apressar,
antecipando-se ao perigo. Todo o mistério do Senhor está aqui
prefigurado. Para Ele, a morte não é uma necessidade; releva da Sua
livre iniciativa. Escutai-O: «Ninguém Ma tira, mas sou Eu que a ofereço
livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar» (Jo 10,18)
[...]
Reparai no enorme peixe, imagem
horrível e cruel do inferno. Ao devorar o profeta, sente a força do
Criador [...] e oferece com medo, a este viajante vindo do alto, a
permanência nas suas entranhas. [...] E, três dias depois, [...] dá-o à
luz, para o dar aos pagãos. [...] Foi este o sinal, o único sinal, que
Cristo consentiu em dar aos escribas e aos fariseus (Mt 12,39), para
lhes fazer compreender que a glória que esperavam lhes viesse de Cristo
iria também voltar-se para os pagãos: os ninivitas são o símbolo das
nações que creram n'Ele. [...] Que felicidade para nós, meus irmãos! Nós
veneramos, vemos e possuímos, face a face e em toda a Sua verdade,
Aquele que tinha sido anunciado e prometido simbolicamente.
Evangelho segundo São Marcos 1,12-15
Naquele tempo: 12O Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali foi tentado por Satanás.
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012.
SANTO DO DIA: Santa Paula de São José de Calasanz, virgem; São Porfírio, Bispo
Primeira Leitura: Gênesis 9,8-15
Leitura do Livro do Gênesis:
Leitura do Livro do Gênesis:
8Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9'Eis
que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência,
10com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e
selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da
arca. 11Estabeleço convosco a minha aliança: nenhuma criatura será mais
exterminada pelas águas do dilúvio,e não haverá mais dilúvio para
devastar a terra'. 12E Deus disse: 'Este é o sinal da aliança que coloco
entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas
as gerações futuras. 13Ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança
entre mim e a terra. 14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra,
aparecerá meu arco nas nuvens. 15Então eu me lembrarei de minha aliança
convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a
haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura'.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Primeira carta de São Pedro 3,18-22
Leitura da Primeira Carta de São Pedro:
Caríssimos: 18Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espirito. 19No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas - oito - foram salvas por meio da água. 21É arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo nóo serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. 22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
- Graças a Deus
Salmo 24
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e
fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me
conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
R: Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e
a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois
misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!
R: Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.
O Senhor é piedade e retidão, e reconduz
ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos
pobres ele ensina o seu caminho.
R: Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,12-15
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo: 12O Espírito levou Jesus
para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali
foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o
serviam. 14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia,
pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15'O tempo já se completou e o
Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!'
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
- Glória a Vós, Senhor.
Evangelho segundo São Lucas 5,27-32
Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: "Segue-me". 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu
Sábado, 25 de Fevereiro de 2012.
SANTO DO DIA: São Nestor de Magido, Bispo e mártir; Beato Sebastião de Aparício, franciscano
Primeira leitura: Isaías 58,9b-14
Leitura do Livro do Profeta Isaía:
Leitura do Livro do Profeta Isaía:
Assim fala o Senhor, 9bse destruíres teus
instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a
linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e
prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e
tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e
saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo;
serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais
secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os
fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas,
restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé
fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se
considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao
Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e
conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar
sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai. Falou a
boca do Senhor.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
- Graças a Deus
SALMO 86
Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai,
pois sou pobre e infeliz! Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai
vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!
R: Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh'alma.
R: Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!
Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!
R: Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5,27-32
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de
impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse:
"Segue-me". 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois, Levi
preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número
de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles.
30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos
de Jesus: "Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e
com os pecadores?" 31Jesus respondeu: "Os que são sadios não precisam de
médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos,
mas sim os pecadores para a conversão".
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor
- Glória a Vós, Senhor
Evangelho segundo São Lucas 9,22-25
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22"O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia"
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012.
SANTO DO DIA: São Policarpo, Bispo e mártir; Beata Rafaela Ybarra, religiosa;
Primeira Leitura: Deuteronômio 30,15-20
Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo dizendo: 15"Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedeceres aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele - pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias -, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus pais Abraão, Isaac e Jacó".
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo dizendo: 15"Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedeceres aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele - pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias -, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus pais Abraão, Isaac e Jacó".
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
SALMO 1
Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
Eis que ele é semelhante a uma árvore, que
à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu
tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz
vai prosperar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao
contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à
morte.
R: É feliz quem a Deus se confia!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,22-25
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: 22"O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos
anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e
ressuscitar no terceiro dia". 23Depois Jesus disse a todos: "Se alguém
me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.
24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua
vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um
homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?"
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Bem-aventurado João XXIII
(1881-1963), Papa - Diário da alma, 1930, retiro em Rusciuk
Tome a sua cruz, dia após dia
O amor da cruz do meu Senhor atrai-me
cada vez mais nestes dias. Ó Jesus bendito, que isto não seja um fogo
inútil, que se apague com a primeira chuva, mas um incêndio que arda
sempre sem nunca se consumir. Nestes dias encontrei outra bela oração,
que corresponde perfeitamente à minha situação actual [...]: Ó Jesus,
meu amor crucificado, adoro-Te em todas as Tuas penas. [...] Abraço de
todo o coração, por Teu amor, todas as cruzes de corpo e de espírito que
me sobrevierem. E faço profissão de pôr toda a minha glória, o meu
tesouro e a minha alegria na Tua cruz, ou seja, nas humilhações e nos
sofrimentos, dizendo com São Paulo: 'Quanto a mim, não me glorie, a não
ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo' (Gal 6, 14). Não quero para
mim outro paraíso neste mundo que não seja a cruz do meu Senhor Jesus
Cristo. [...] Tudo me convence de que o Senhor me quer todo para Si,
pelo caminho real da cruz. Por este caminho, e não por outro, desejo
avançar. [...]
Uma nota característica deste retiro
espiritual tem sido uma grande paz e alegria interior, que me encoraja a
oferecer-me ao Senhor, em ordem a qualquer sacrifício que Ele queira
pedir-me. Desejo que esta tranquilidade e esta alegria penetrem cada vez
mais, por dentro e por fora, toda a minha pessoa e toda a minha vida.
[...] Terei muito cuidado na guarda deste gozo interior e exterior.
[...] Para mim, deve ser um convite perene a imagem de São Francisco de
Sales que, entre outras, gosto de repetir: eu sou como um passarinho que
canta num bosque de espinhos. Assim, pois, poucas confidências sobre o
que possa fazer-me sofrer. Muita discrição e indulgência no meu juízo
acerca das pessoas e das situações; inclinação para orar especialmente
por quem for para mim motivo de sofrimento; e, em tudo, grande bondade e
paciência sem limites, lembrando-me de que qualquer outro sentimento
[...] não está de acordo com o espírito do Evangelho nem da perfeição
evangélica. Prefiro ser considerado um pobre homem, desde que, a
qualquer preço, faça triunfar a caridade. Deixar-me-ei esmagar, mas
quero ser paciente e bom até ao heroísmo.
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