sexta-feira, 29 de outubro de 2010

LIÇÕES DE VIDA

1. A SOPINHA DE JESUS
A tarde ia caindo, e José não conseguira receber nenhum centavo aquele dia. Suspirando, olhava para sua esposa como a perguntar:
- E agora? O que dar para o Menino comer?
Mas ela, adivinhando seu pensamento, respondeu:
- Não se preocupe, José! Tenho um pouco de leite de cabra e pão de ontem. Farei uma sopinha para ele. Nós dois agüentaremos até amanhã.
Maria preparou a sopa. No momento, porém, que o Menino ia começar a comer, alguém bateu à porta implorando:
- Um prato de comida, por amor de Deus.
Maria olhou interrogativamente para o pobre, olhou para José e depois para Jesus: E agora? Jesus tirou-a do apuro:
- Dê para ele minha sopa, mamãe.
Sem esperar resposta, o Menino pegou a tigelinha e entregou-a para o mendigo.
José e Maria se entreolharam agradavelmente surpresos, e fizeram a mesma pergunta que já tinham feito diversas vezes:
- O que será deste Menino, meu Deus?!
Palavra de vida: E Maria guardava todas essas palavras, meditando-as em seu coração. (Lc 2,19)

2. A SEMENTE DA FRATERNIDADE
Dois mil anos atrás um Menino plantou uma semente de trigo, esperando que ela pudesse alimentar o mundo inteiro.
- Esta semente, explicou, vai dar o pão que será repartido, e alimentará muitas e muitas pessoas.
Mas alguém objetou:
- Já antes disso os homens plantam trigo, Senhor. Apesar disso há tanta gente passando fome.
- Sim, respondeu o Menino. As sementes existem há muitos séculos. Mas a semente da Fraternidade está sendo plantada agora.
Esta semente era Jesus. Era Ele a semente que acabava de nascer, com a grande tarefa de saciar a fome de pão e de justiça do mundo.
Palavra de vida: Eu vim para que todos tenham vida, e tenham vida em abundância (Jo 10,10)

3. “ESTAREI SEMPRE AO SEU LADO”
Quando o menino ia saindo para escola, o pai lhe disse, como dizia todos os dias:
- Minha bênção! Onde você estiver, estarei ao seu lado.
Pouco depois houve um terremoto na região, derrubando quase todas as casas. O homem, que estava trabalhando fora, correu aflito para a escola. Mas que tristeza! Da escola não restou tijolo sobre tijolo. Começou a procurar o filho no meio dos escombros. Outros que já tinham vindo com a mesma finalidade, diziam-lhe:
- Não adianta procurar. Infelizmente não sobrou ninguém.
Mas ele continuou procurando. Vieram os homens do Corpo de bombeiros. Vasculharam tudo, e disseram a mesma coisa. Mas o pai continuava escavando o chão.
E assim, vieram outras pessoas dizendo para o pai:
- Não adianta mesmo. Conforme-se. Ponha nas mãos de Deus.
Mas ele continuava revolvendo terras e escombros durante horas e horas: Quero encontrar meu filho, vivo ou morto.
Até que, ao afastar uma enorme pedra, ouviu uma voz fraquinha:
- Pai... estou aqui!
- Você está bem?
- Sim, mas com muita fome e sede... Comigo estão mais 14 colegas... Éramos 36... Estamos presos em um vão, entre dois pilares... Depressa, papai.
O pai abriu uma brecha no meio dos escombros, e todos puseram sair ilesos. O menino repetia triunfante:
- Eu sabia que meu pai estava ao meu lado.
(História verídica, acontecida na Romênia.)
Palavra de vida: Não tenhas medo, pois estou contigo (Is 43,5)

4. CARTA AO MENINO JESUS
Juquinha mandou uma carta ao Menino Jesus por ocasião do Natal, mais ou menos, nestes termos:
“Querido Menino Jesus! Minha mãe está doente. Não peço presente, mas dinheiro para comprar remédios para ela. Você pode mandar-me 100,00? Um beijo e um abraço”.
Os funcionários não acharam esse endereço nas listas oficiais. Por isso resolveram abrir e ler a carta. Sensibilizados com a simplicidade da criança, fizeram uma vaquinha, conseguiram 50,00 e mandaram para o Juquinha.
Passado algum tempo chegou outra carta. Desta vez estava assinada pelo pai do menino. E dizia assim:
“O Juquinha agradece o presente de 50,00. Mas peço outro favor. Na próxima vez que mandar dinheiro, entregue-nos pessoalmente porque o pessoal do Correio ficou com a metade”.
Palavra de vida: Não julgueis para não serdes julgados (Mt 7,1).

5. A COMUNIDADE E A SALADA DE FRUTAS
O que é uma comunidade? Respondo fazendo uma comparação:
- Seria como uma laranjeira?
- Mas, cada laranja cuida de si, e o sol de todas.
- Ou como uma fruteira sortida de maçãs, pêras, mangas, laranjas, etc.?
– Ainda não, porque estão apenas justapostas.
- Como um suco de frutas batido no liqüidificador?
– Também não, porque ao bater, cada um perdeu sua identidade, sua individualidade.
- Como uma salada de frutas?
– Agora sim, pelos seguintes motivos: Cada qual se beneficia com o sabor da outra sem perder sua identidade. E tem mais. Leia a Palavra de vida.
Palavra de vida:
  • Comunidade é partilha de dons e qualidades, sem que seus membros percam a própria individualidade.
  • Na comunidade cada um é picado, i.é, renuncia à própria vontade em favor do bem comum.
  • Na comunidade tudo deve ser adoçado com o açúcar do amor. “O corpo não é um só membro, mas muitos” (1Cor 12,14)

6. MENINA SALVA IRMÃOZINHOS
Rona, de 8 anos, estava sozinha em casa com seus cinco irmãos e ressonava. Os pais com dois filhos mais velhos, tinham ido à feira.
A luz da lamparina alumiava fracamente a escuridão do quarto, todo de madeira e coberto com palha. Súbito o gato buliçoso esbarrou na lamparina. Ela tombou em cima da cama de Rona e começou a queimar a roupa e o cabelo da menina. Ela acordou e logo se deu conta da tragédia.
Não perdeu tempo. Apagou, como podia, o fogo que lhe chamuscava o corpo. Poderia pular para fora e pôr-se a salvo, pois sua cama ficava perto da porta.Mas não! Viu seus irmãozinhos que começaram a se mexer.
Pegou um por um e os levou para fora, carregando-os ou arrastando-os. A mais velha, de nove anos, foi jogada pela janela, pois era muito pesada para Rona.
O fogo começou a se alastrar pela casa. Completado o resgate dos irmãozinhos, Rona pensou em apagar o fogo. Encheu várias vezes o balde num riacho próximo. Por fim seu corpinho não resistiu mais, e ela tombou de bruços sobre os escombros carbonizados.
Quando a mãe chegou, quanta desolação! Encontrou as crianças, mas faltava uma. Onde estaria Rona? Estava debaixo de um monte de escombros... inerte. Pegou-a nos braços, dizendo: “Meu Deus, entrego-te minha filha”.
O pai chegou bem mais tarde. Profundamente chocado, achou que só havia uma solução: Cavar uma sepultura para ela.
A mãe, porém, não perdeu a esperança. Com muita dificuldade, levou-a para o médico. No caminho, a menina acordou. Respirava. Graças ao bom Deus, nem tudo estava perdido. A mãe apressou o passo. Chegando à clínica, foi logo atendida. “É inexplicável como ela agüentou tanto tempo”, disse a médica. A menina estava toda desfigurada pelas queimaduras.
Graças à ajuda de muitos, ela se tratou e se recuperou. Boa parte da cura se deve à sua coragem. Quando interrogada como teve tanta força para fazer o que fez, respondeu com simplicidade:
- Eu agi dessa forma porque eles são meus irmãos. Eu os adoro.
(publicado na Revista Seleções, março de 1997)
Palavra de vida: Saudações a Prisca e a Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus; para me salvar a vida, arriscaram a sua...(Rm 16,3)

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