Frank Duff, singular escritor legionário
Dia: 15 de maio de 2006
Autor: Luiz Antônio de F. Zeymer - Auxiliar de Praesidium em Brasília
Em sua humildade, Frank Duff não se considerava fundador da Legião de Maria. De fato, tudo foi obra da graça. Sempre o convite do Céu e a correspondência do homem. Nossa Senhora, naquela altura da História, chamou Frank Duff para líder da associação que veio constituir-se a Legião de Maria. A Igreja, na teologia, reconhece que os Fundadores são chamados e, muitas vezes, dotados e preparados adequadamente para a obra que a Providência lhes confia. PRECIOSOS ESCRITOS - Frank Duff é, não só líder, mas também, o mestre que escreveu dedicadamente a fim de fundamentar e orientar a Legião. Convém notar que tanto a Venerável Edel Quinn quanto o servo de Deus Afonso Lambe não escreveram. A missão de ambos foi de enviados, extensionistas. A graça não os chamou para escrever sobre a Legião, mas expandi-la. Serve a constatação para valorizar os textos do Fundador; frutos da graça e, por sua vez, graça para nossa vida legionária. Haveremos de buscar, utilizar e viver tanto o Manual quanto os demais escritos do mesmo Autor. Estão em categoria singular, insubstituível. Fundador enquanto líder, enquanto exemplo e enquanto mestre através dos escritos. Quem, melhor do que ele escreverá sobre a Legião de Maria? Na lógica da fé e da graça: escritos essenciais, indispensáveis, providenciais na evolução da Legião de Maria. RICA CORRESPONDÊNCIA - Frank Duff viveu sua vocação escrevendo muito. Grande parte do dia dedicava à oração, a atender legionários, ao apostolado e... a escrever. Escreveu sobretudo "cartas a muitos Legionários, individualmente, da Irlanda ou de outros países. Havia ainda cartas relacionadas com inúmeros casos particulares, que ele procurava ajudar desta ou daquela forma. Havia cartas aos Conselhos dispersos pelo globo. Só à Legião da Austrália, entre 1932 e 1956, escreveu mais de quatrocentas cartas, algumas delas com cinco ou seis páginas, à máquina, com linhas apertadas. A produção total das cartas durante sua vida é absolutamente incalculável. Nota. Neste momento [1984] e já contadas, somam 40.000" (in Rober Bradshaw, Frank Duff - Fundador da Legião de Maria, página 189). Testemunho do Padre W. Adão McGrath, no prefácio do livro acima. "... na China, me encontrei a lançar a Legião em todo este país, antes da tomada violenta do poder pelos comunistas [em 1950]. Frank foi, a todo o momento, o meu correspondente e conselheiro. As suas cartas seguiram-me em todas as subseqüentes viagens a serviço da Legião, pela Inglaterra, Estados Unidos da América, Canadá e regiões do Extremo Oriente, como Japão, a Coréia, Taiwan, Hong-Kong, Malásia e ilhas Filipinas - encorajando-me sempre, estimulando-me, seguindo-me com simpatia - a aconselhando-me com uma sabedoria que não é deste mundo." Em outro livro: "Consta que teria escrito mais de cem mil cartas, a maior parte extensas." (In Hilde Firtel. Um pioneiro do apostolado laical, página 71). Adiante: "Constituiria uma tarefa difícil repassar e avaliar as milhares de cartas que Frank Duff escreveu aos seus Enviados - e à pena, pois encerram jóias de sabedoria e de experiência que trariam conforto e energia a muitos e não só aos legionários de Maria." (idem, pág. 81) Um detalhe: "... o caráter pessoal de Frank se depreende melhor e mais profundamente pelas suas cartas do que por qualquer descrição." (p.175) Certamente as cartas não podem ser ainda publicadas. Trazem problemas delicados de fundação, extensão e de pessoas hostis à Legião. São confidenciais. Mas extratos, tópicos, orientações e lições delas extraídas poderiam e deveriam vir às mãos dos legionários. Fica aqui o pedido. HOMEM DE INÚMEROS DOTES - A seguir, dotes de Frank Duff, segundo o Pe. Delfin Castanõn, no importante livro A alma da Legião de Maria, transcrito no site www.legiondemaria.org. "Depois da Missa diária, dedicava um tempo à correspondência e a escrever artigos e livros. Tinha um conhecimento profundo de todos os acontecimentos da Igreja. Sua atenção estava no pensamento da evangelização." "Quanto à formação intelectual, pode-se dizer que, mesmo carecendo de especialização teológica, era capaz de falar e escrever com um peculiar discernimento espiritual sobre as doutrinas da Igreja e sua aplicação a qualquer detalhe da vida, especialmente o apostolado. Sua fé enriqueceu-se com o dom de entendimento do Espírito Santo." "Sacerdotes doutores em teologia disseram, depois de uma conversa com ele, que seus conhecimentos teológicos eram superiores aos de muitos professores. Dificilmente poder-se-á mencionar tema algum do qual ele não houvesse falado com conhecimento de causa alguma vez. Sua memória era prodigiosa." IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DE TODA SUA OBRA - O primeiro escrito de Frank Duff, um livreto publicado em 1916, quando tinha 26 anos, revelou-se programa já no título: Podemos ser santos? Sem dúvida, sua obra máxima é o Manual Oficial da Legião de Maria. Livro de 40 páginas, na primeira edição, em 1928; sucessivamente aumentado e, hoje, praticamente concluído, com 374 páginas.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário